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Proposta visa ajudar Administração Obama a encerrar presídio militar

Amado revela que Portugal está disponível para receber presos de Guantánamo

10.12.2008 - 20:47 Por Lusa

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Portugal está disponível para acolher presos de Guantánamo no âmbito de uma iniciativa da União Europeia para apoiar a nova Administração americana a encerrar aquele presídio militar – uma iniciativa que o ministro dos Negócios Estrangeiros considera que poderá ajudar a resolver uma questão que tem perturbado as relações transatlânticas.
Amado propõe que os países europeus ajudem os EUA na resolução deste problema Amado propõe que os países europeus ajudem os EUA na resolução deste problema (Francois Lenoir/Reuters)

Numa carta enviada aos homólogos da UE e ao alto representante Javier Solana por ocasião do 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, Luís Amado aponta Guantánamo como uma das “questões difíceis” que a comunidade internacional enfrenta e aponta “o consenso” sobre a necessidade de encerrar o centro de detenção nele instalado.

Nesse sentido, e citando “as já saudadas intenções da nova Administração norte-americana” para encerrar o centro onde estão detidos mais de 200 suspeitos de terrorismo, o chefe da diplomacia portuguesa defende o envolvimento da UE nessa tarefa: “Por uma questão de princípio e de coerência, devemos dar um sinal claro da nossa vontade de ajudar o governo dos EUA a resolver o problema, nomeadamente através do acolhimento dos detidos”. “No que respeita ao governo português, estaremos disponíveis para participar nesse esforço”, lê-se na carta.

Em declarações aos jornalistas, em São Bento, a meio das audiências com os partidos para preparar a cimeira europeia desta semana, Luís Amado lembrou que esta “não é a primeira vez que Portugal se manifesta disponível” para contribuir para o encerramento do presídio.

“Aproveitei a circunstância das celebrações do 60º aniversário da Declaração dos Direitos do Homem para voltar a insistir com os parceiros da União Europeia, no sentido de se dar a mão aos Estados Unidos para resolver um problema que tem perturbado as relações transatlânticas”, explicou.

“O sinal que pretendemos dar é o da disponibilidade de o Governo português” para “resolver um problema complexo do ponto de vista jurídico”, justificou, voltando a lembrar que Barack Obama “revelou muito firme na proposta de encerrar Guantanamo como centro de detenção”. Assim sendo, Amado acredita que a “nova Administração norte-americana contará seguramente com o apoio dos aliados europeus”.

Na carta que enviou aos seus homólogos, o chefe da diplomacia português propões que “assunto seja debatido "num dos próximos conselhos de ministros da UE” e lembra o “trabalho já feito pela presidência francesa” que iniciou “uma importante reflexão sobre o futuro das relações transatlânticas”.

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Comentário + votado

Portugal e Guantánamo

Só espero que os meus impostos não sirvam, mais uma vez, para suportar despesas provocadas por ...

Joaquim Ferreira

13.12.2008 10:55

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