O braço da Al-Qaeda no Iraque anunciou em comunicado que o jordano Abu Mussab al-Zarqawi, líder do grupo terrorista, foi ferido em combate e pede aos muçulmanos para rezarem pelo seu restabelecimento.
“Nação islâmica e nossos irmãos na unidade, rezemos para que o xeque Abu Mussab al-Zarqawi se restabeleça dos ferimentos que sofreu ao seguir a vontade de Alá”, lê-se num comunicado assinado pela “Organização da Al-Qaeda na Mesopotâmia”, cuja veracidade não é possível confirmar, mas que foi divulgado num sítio habitualmente usado pelo grupo para reivindicar atentados e divulgar mensagens do jordano.
“Que Alá vos cure depressa, ó amado dos mujahidin” lê-se na nota, que não revela quando, onde, ou como o jordano foi ferido, apesar de dar a entender que o seu estado poderá ser grave.
“Zarqawi ensinou-nos que nada é mais importante do que o Islão”, adianta o comunicado, sustentando que os ferimentos sofridos pelo jordano são uma “honra” e um “motivo” para o grupo “endurecer a luta contra os inimigos de Alá e multiplicar os ataques contra eles”.
Numa primeira reacção a este comunicado, fontes do Pentágono, em Washington, afirmam não ter bases para confirmar ou desmentir esta informação.
Em Bagdad, o tenente-coronel Steve Boylan, porta-voz das forças norte-americanas, garantiu não existirem informações de que o jordano possa ter sido ferido, admitindo que o comunicado possa ser “mais uma das estratégias” do grupo terrorista. O responsável garantiu que até à sua captura ou morte “a caça vai continuar”.
O comunicado da Al-Qaeda no Iraque – designação adoptada pelo grupo depois de Zarqawi ter anunciado fidelidade a Osama bin Laden – surge cerca de uma semana depois do “Sunday Times” ter noticiado que o jordano recebeu tratamento, dias antes, num hospital de Ramadi. A informação foi adiantada por um médico que diz ter reconhecido Zarqawi pelas fotografias que a televisão iraquiana periodicamente divulga. Segundo o clínico, o jordano esteve internado durante algumas horas e quando chegou ao hospital sangrava abundantemente.
Zarqawi foi considerado pelo Governo de Bagdad e pelas forças armadas norte-americanas como "o inimigo número um do Iraque", tendo os EUA oferecido uma recompensa de 25 milhões de dólares por informações que levem à sua captura ou assassinato. O grupo do jordano reivindicou alguns dos atentados mais sangrentos ocorridos no último ano no Iraque, bem como o assassinato de várias pessoas sequestradas no país.



