Al-Qaeda estaria a preparar ataque terrorista na capital do Iémen, diz Administração Obama

03.01.2010 - 17:54 Por PÚBLICO
A Al-Qaeda estaria a preparar um atentado na capital do Iémen, disse John Brennan, o conselheiro para as medidas anti-terrorismo de Barack Obama, para explicar por que é que a embaixada dos Estados Unidos naquele país foi hoje encerrada. A do Reino Unido encerrou também e a de Espanha fechou ao público.
“Segundo certas indicações, a Al-Qaeda preparava um ataque contra um alvo em Sanaa que poderia ser a nossa embaixada e tomamos todas as medidas para garantir a segurança dos nossos diplomatas e dos nossos cidadãos no estrangeiro”, disse Brennan, numa entrevista à televisão CNN.
“Por isso tomámos a decisão de fechar a embaixada. Estamos a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades do Iémen para tomar as precauções necessárias”, adiantou ainda. Mas “haverá sempre risco de atentado no Iémen até que o Governo iemenita leve a melhor na sua luta contra a Al-Qaeda”, sublinhou, em declarações prestadas à televisão Fox News.
No sábado, Obama reconheceu que o bombista do atentado falhado do dia de Natal num avião da Northwest Delta Airlines – o nigeriano Farouk Abdul Mutallab, de 23 anos – fora treinado e equipado com explosivos pela Al-Qaeda na Península Arábica. E hoje, de Londres veio o anúncio que tanto o Reino Unido como os EUA estão dispostos a trabalhar em conjunto para ajudar o Iémen a debelar a ameaça terrorista – que está a chegar aos países ocidentais, como o demonstrou a tentativa de Mutallab.
“O Iémen deve ser identificado, à semelhança da Somália, como uma das zonas que temos não só de vigiar mas também onde devemos fazer mais. Devemos colaborar com as autoridades americanas para melhorar a luta contra o terrorismo levada a cabo pelas autoridades iemenitas”, declarou o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, numa entrevista à BBC1.
EUA e Reino Unido estão a planear financiar uma unidade especial de polícia anti-terrorismo no Iémen, e fornecer um maior apoio aos seguranças iemenitas, segundo um comunicado de Downing Street citado pela AFP.
A Administração norte-americana já se tinha comprometido, de resto, em expandir a cooperação militar e de serviços secretos com o Governo do Iémen, visando aumentar a pressão sobre os militantes da Al-Qaeda nesta região. Estes esforços receberam já hoje a promessa de participação também do Reino Unido, que fez saber que irá reforçar, a par dos norte-americanos, a luta contra o terrorismo tanto no Iémen como na Somália.


