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Ainda só em Berlim

Alemanha tem o primeiro jornal personalizado da Europa

16.11.2009 - 15:42 Por Dulce Furtado

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 (DR)
Para já é só em Berlim, mas a ambição do novo diário alemão personalizado "niiu" – jornal impresso à vontade do leitor e distribuído ao domicílio – é chegar a toda a Alemanha, a um público alvo que os fundadores definiram como um leitor jovem, em especial estudantes.

Com um custo de capa de 1,20 euros – contra os 1,80 euros normalmente praticados pelos diários generalistas no país – as 24 páginas de cada "niiu" são concebidas por cada um dos assinantes à sua própria medida, sendo possível definir online (www.niiu.de), até às 14 horas do dia anterior os temas e alinhamento que preferem no jornal que recebem em casa.

O “menu” inclui um vasto leque de noticiário nacional, internacional e local, informações práticas, jogos, excertos de blogues e redes sociais virtuais, a evolução da bolsa, metereologia.

Sem corpo redactorial, o "niiu" alimenta-se de artigos publicados por 17 outros jornais e revistas que vão dos diários norte-americanos "The New York Times", "The Washington Post" e "International Herald Tribune", aos alemães generalistas "Der Tagesspiegel", "Frankfurter Rundschau" e "Bild" e ao económico "Handelsblatt" até publicações especializadas como a revista desportiva "Kicker". Ao bloco juntam-se ainda uns 500 sites de informação sobre temas tão variados como o desporto, a política, a música e arte.

Desde o lançamento, a 13 de Outubro, o novo jornal – que é a primeira publicação personalizada de toda a Europa – conta já com mil assinantes, relatou à agência noticiosa francesa AFP um dos dois criadores do "niiu", Wanja Oberhof, de 23 anos. “Isto ultrapassa todas as nossas expectativas, pois captámos leitores não apenas entre os estudantes mas sim num público bastante mais vasto”, precisou.

Oberhof e o sócio, Hendrik Tiedmann, de 27 anos, contam estar a distribuir cinco mil exemplares em Berlim daqui a seis meses e, depois, estender o conceito ao resto da Alemanha.

Num período em que todos os estudos indicam que as edições dos jornais em papel estão ameaçadas pela Internet, o "niiu"surge como uma aposta ousada, mas Oberhof e Tiedmann acreditam que os jovens leitores estão dispostos a pagar por um jornal impresso ao seu próprio gosto. E aos anunciantes, afirmam, oferecem o trunfo de “uma audiência perfeitamente demarcada, um público-alvo muito bem definido”.

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