Altos responsáveis terão escondido provas num inquérito oficial

Alemanha: chefe do Estado-maior demitido por causa de raide no Afeganistão

26.11.2009 - 09:59 Por PÚBLICO

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O Parlamento debate hoje o prolongamento da missão afegã O Parlamento debate hoje o prolongamento da missão afegã (Omar Sobhani/Reuters)
O chefe de estado-maior da Alemanha, Wolfgang Schneiderhan, e um dos secretários de Estado da Defesa no país foram afastados de funções sob suspeita de terem dissimulado informações e provas num inquérito sobre um polémico raide mortal no Afeganistão em Setembro.

“Vou aceitar os seus pedidos de demissão e assumpção de responsabilidades”, anunciou o ministro da Defesa, Karl-Theodor zu Guttenberg, esta manhã perante os deputados alemães. Guttenberg revelou ter tomado esta decisão – a favor do afastamento de Schneiderhan e do secretário de Estado Peter Wichert – depois de o diário "Bild" ter tornado público que foram escondidas informações à opinião pública pela anterior equipa do Ministério da defesa e pelo Ministério Público do país.

O caso remonta a um raide lançado em Kunduz pelas forças da NATO a 4 de Setembro, do qual resultou a morte e ferimentos graves de umas 17 a 142 pessoas de acordo com um relatório das próprias forças do Atlântico Norte no Afeganistão.

Este bombardeamento foi feito sob ordem do coronel alemão Georg Klein, tomando por alvo dois camiões cisterna que tinham sido roubados por rebeldes taliban naquela província do Norte do país e em volta dos quais se encontrava já uma multidão de civis a tentar retirar combustível dos veículos quando o ataque ocorreu.

O anúncio das demissões de Schneiderhan e Wichert surge no dia em que a câmara baixa do Parlamento alemão debate a eventualidade de prolongamento da missão das forças alemãs no Afeganistão por mais um ano.

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Jornalismo independente!

Ao menos o jornalismo independente ainda funciona na Alemanha!

Achille Talon

26.11.2009 10:37

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