O Presidente deposto do Quirguistão, Askar Akaev, admitiu hoje estar disposto a resignar, caso lhe sejam dadas garantias de segurança para voltar ao país, que disse querer ajudar a sair da crise instalada na passada semana. As declarações de Akaev surgem no mesmo dia em que afirmara não haver "nenhuma razão" para apresentar a sua demissão.
A possiblidade de resignar foi confirmada por Akaev na Rússia, a uma televisão local que o questionou sobre o assunto, a que o chefe de Estado deposto respondeu: “Claro, se me forem dadas garantias que estejam de acordo com a legislação quirguize”.
Estas afirmações surgem no mesmo dia em que havia afirmado a uma rádio moscovita não haver "nenhuma razão" para se demitir e em que reafirmou ser "o único Presidente legítimo eleito pelo povo".
Forçado à saída do poder por parte das forças da oposição – que tentam consolidar a liderança do país –, Akaek revelou desejar um envolvimento pessoal na resolução da grave crise em que o débil país da Ásia Central se encontra mergulhado.
O Presidente deposto, que está na Rússia desde 24 de Março – dia em que os edifícios governamentais foram ocupados por manifestantes da oposição –, não especificou à cadeia televisiva que tipo de garantias pretende ver asseguradas, embora tivesse dito já em declarações anteriores que o seu regresso ao Quirguistão dependeria de questões relativas à sua segurança.
“Se eu tiver garantias de segurança, irei regressar. Desejo ajudar o Parlamento para que um novo Presidente eleito seja legitimado”, afirmou à rádio russa Eco de Moscovo.
No entanto, apesar desta nova disponibilidade, Akaev sustentou que é o único chefe de Estado legal até às eleições agendadas para 26 de Junho, em que, já disse, não irá participar.
Hoje, o presidente do Parlamento do Quirguistão, Omourbek Tekebaiev, já se havia manifestado disponível para negociar com Askar Akaev, se for essa a decisão dos deputados.


