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Presidente haitiano reconhece erros

Ajuda às vítimas está a ser mal coordenada

21.01.2010 - 08:39 Por Francisca Gorjão Henriques

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Uma multidão de haitianos acena a um helicóptero americano que acaba de distribuir ajuda Uma multidão de haitianos acena a um helicóptero americano que acaba de distribuir ajuda (Logan Abassi/Reuters)
É o próprio Presidente haitiano quem reconhece: "há um problema de coordenação" na distribuição da ajuda humanitária. O auxílio chegou ao Haiti, mas o Haiti não está preparado para o receber, admitiu ontem René Préval. As carências dificultam o controlo das pilhagens. E na terça-feira, a polícia atirou a matar sobre uma jovem de 15 anos, Fabianne Geismar.

"Quando [a ajuda] chega, nós dizemos: onde estão os camiões para a transportar? Onde estão os armazéns? Então, a ajuda vai-se acumulando. É a coordenação do auxílio, para saber que quantidades, quando e como distribuir, que é importante", disse Préval numa entrevista à rádio francesa RFI e ao jornal "Le Monde".

O Presidente isentou de críticas os mais de 11 mil soldados americanos mobilizados, referindo que estão a actuar sob a égide da Missão de Estabilização na ONU no Haiti (Minustah), e que "continua a ser a Minustah, com a polícia ajudada pelos americanos", quem está encarregue da segurança no país.

Com o envio de mais 3500 soldados e polícias, as Nações Unidas contam agora com um contingente de 12.500 elementos, que pretendem ver reforçado. Uma possibilidade seria o recurso a um batalhão de 800 homens oferecido pela vizinha República Dominicana, para assegurar a segurança de um corredor humanitário entre a fronteira comum e Port au Prince, mas a proposta foi rejeitada pelo Haiti. "Soubemos que o Governo disse que não", disse um diplomata ocidental à Reuters, sob anonimato, acrescentando que a decisão partiu do Presidente Préval. Uma fonte oficial das Nações Unidas confirmou a informação, mas acrescentou que o assunto continua a ser discutido e que a decisão pode não ser definitiva.

A dificuldade com que o auxílio chega aos haitianos - quando chega, porque muitos afirmam ainda não ter recebido água ou alimentos desde o terramoto - leva muitas pessoas a procurar a resposta nas pilhagens. A isto juntam-se os cerca de quatro mil detidos que ficaram à solta com a destruição das prisões.

A principal prioridade para as operações internacionais continua a ser a prestação de tratamentos médicos, o destino a dar aos cadáveres, água, comida, e saneamento, adiantaram à Reuters responsáveis da ONU.

O número de vítimas continua a sofrer alterações. Um dia depois de apontar para 75 mil o balanço dos mortos, as autoridades haitianas referem que a tragédia terá feito entre 100 mil e 200 mil vítimas mortais, com 75 mil corpos já sepultados em valas comuns.

A reconstrução do Haiti será debatida pelo Fórum Económico Mundial, numa reunião na próxima semana, em Davos, na Suíça. E o director do Fundo Monetário Internacional, Strauss-Kahn, defendeu ontem "uma espécie de Plano Marshall" para o país.

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O verdadeiro presidente Jean aristide, o primeiro presidente eleito do Haiti está exilado na ...

vitor

21.01.2010 10:14

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