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Soldado francês morre em explosão de bomba

Afeganistão: jornada eleitoral marcada por ataques que fizeram já sete mortos

18.09.2005 - 09:44 Por AFP, Lusa

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Um polícia afegão vigia um local de voto em Kandahar Um polícia afegão vigia um local de voto em Kandahar (Humanyoun Shiab/EPA)
O primeiro dia das eleições legislativas do Afeganistão, as primeiras em 36 anos no país, está a ser marcado por episódios de violência que custaram a vida a várias pessoas, entre as quais um soldado francês que foi atingido por uma bomba, que feriu ainda com gravidade um seu compatriota.

O incidente ocorreu ontem à noite, quando uma bomba explodiu à passagem do veículo em que os militares franceses seguiam no sul do Afeganistão, numa patrulha integrada na missão Heracles. O soldado francês das forças especiais foi morto e outro ficou gravemente ferido.

Segundo um comunicado do Estado-Maior das Forças Armadas, trata-se da primeira morte de um militar francês no Afeganistão.

O acto eleitoral tem sido assinalado por outros actos violentos, como ataques de taliban a assembleias de voto e a controlos policiais, além do disparo de rockets contra instalações da ONU.

A explosão de um rocket perto de um armazém da ONU no bairro de Pul-e-Charki, na zona leste de Cabul, causou hoje um ferido. Na província de Helmand, sul do país, um comando taliban atacou uma assembleia de voto, tendo um dos atacantes sido morto no confronto que se seguiu com as autoridades, segundo o governador da província, Mullah Shir Mohammed.

Um outro ataque taliban contra um posto de controlo da polícia na província de Khost, sudeste, junto à fronteira com o Paquistão, saldou-se com a morte de três atacantes e de dois polícias, além de ferimentos em dois soldados norte-americanos.

Dois rockets foram lançados contra uma zona ocupada pelas Nações Unidas, na zona leste de Cabul, mas apenas um deles explodiu, provocando um incêndio num armazém. No ataque, um funcionário local da ONU ficou ligeiramente ferido.

Quatro anos depois da intervenção militar que pôs fim ao regime fundamentalista taliban (1996-2001), o Afeganistão continua a ser um dos países mais pobres do mundo e a sofrer os efeitos de uma insegurança crescente, apesar da presença de mais de 30 mil militares estrangeiros.

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