Autor dos ataques diz que há mais células, investigadores duvidam

Advogado de Breivik diz que norueguês será “louco”

26.07.2011 - 12:41 Por Maria João Guimarães

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O advogado disse que Breivik tinha afirmado fazer parte de uma rede de terrorismo anti-islão O advogado disse que Breivik tinha afirmado fazer parte de uma rede de terrorismo anti-islão (Foto: Wolfgang Rattay/Reuters)
O confesso autor dos atentados de sexta-feira passada na Noruega, que fizeram 76 mortos, será provavelmente “louco”, disse o advogado de Anders Behring Breivik.

“Todo o caso indica que ele é louco”, afirmou Geir Lippestad aos jornalistas. O advogado ressalvou que não havia modo de saber se o seu cliente iria alegar insanidade no julgamento, antevendo uma oposição à ideia de Breivik já que ele se apresenta como alguém que pensa ser “o único que compreende a verdade”.

O advogado disse que Breivik tinha afirmado fazer parte de uma rede de terrorismo anti-islão com dois grupos na Noruega e outros ainda no estrangeiro. As autoridades norueguesas já expressaram dúvidas sobre estas alegações – no manifesto que deixou antes dos ataques, Breivik fala da importância do julgamento de um autor de um ataque ser um palco para propaganda e menciona ainda a importância da desinformação.

Especialistas têm opiniões diferentes

O modo como executou o crime e escreveu o manifesto-diário que deixou estão a ser intensivamente estudados não só pelas agências de segurança de países europeus como por pessoas interessadas em saúde mental. Mas os especialistas dividem-se.

Em declarações à BBC, o psicólogo forense Ian Stephen descreveu o documento como “a coisa mais assustadora” que já leu. “Foi escrito por um homem que é absolutamente meticuloso no desenvolvimento da sua filosofia e investigou tudo, claramente isolado durante um longo período de estudo, pesquisando na Internet, lendo livros” para formular uma teoria e um plano “para dominar o mundo totalmente convertido num modo louco e super-complicado”, comentou.

Há basicamente três diagnósticos que poderiam ser feitos neste caso, afimrou pelo seu lado o professor de psiquiatra forense na Universidade de Londres Jeremy Coid: “psicose paranóide, grave personalidade narcisista ou doença de personalidade esquizóide”.

Já Daniel Zagury, o chefe de serviço do centro psiquiátrico de Bois-de-Bondy e que já foi consultado em processos judiciais em França, garante que Breivik "não é um doente mental". "Não é um assassino em série, que vai matando uma pessoa de cada vez por razões que lhe são obscuras. No caso da Noruega, trata-se de um assassino em massa que executa um grande número de pessoas num espaço de tempo muito curto", explicou em declarações ao site do diário "Figaro".

No plano médico legal, explicou Zagury, "trata-se de uma acção que foi longamente preparada e que tem como base uma ideologia odiosa", sublinhou. "O nível de preparação elimina formalmente a hipótese de uma acção exclusivamente delirante."

Alguns comentadores alertavam entretanto para os perigos de ver a acção à luz da saúde mental e marginalizar a retórica anti-islão do extremista.

Notícia corrigida às 12h21 de 27 de Julho

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Extrema-direita

Um extremista xenófobo,ao serviço da causa do racismo mais vil e criminoso.Um adepto da violência ...

Tomás Guevara

26.07.2011 20:15

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