Activistas dos animais e aficionados à porta da arena no adeus às touradas na Catalunha

25.09.2011 - 17:23 Por PÚBLICO
Os touros não vão voltar à praça Monumental de Barcelona. Os últimos seis que esta tarde encerram a época taurina põem fim às corridas na Catalunha. Antes da sessão, perto de 30 defensores dos animai brindaram à porta ao adeus à tradição espanhola.
Só em 2012 as corridas de touros passam a ser interditas na Catalunha, mas hoje o dia é de despedida na arena de Barcelona: termina a época taurina e, desta vez, o adeus é definitivo.
O Parlamento catalão provou, no ano passado, com 68 votos a favor, 55 contra e nove abstenções, a proibição das corridas a partir de 1 de Janeiro de 2012. Um abaixo-assinado de activistas anti-tourada chamou, em Julho de 2010, os deputados a votar os argumentos da plataforma Prou! e da Iniciativa Legislativa Popular (IGL), que reuniu 180 mil assinaturas. Hoje, no dia que é, na prática, o último de corridas na Catalunha, alguns defensores dos animais juntaram-se esta manhã frente à praça Monumental para festejar o adeus.
Segundo a agência Efe, eram cerca de 30, vestidos de preto, de flute na mão, num protesto convocado pela organização AnimaNaturalis. A meio da manhã, 200 aficionados esperavam para comprar os bilhetes para a corrida desta tarde.
Só hoje foram postos à venda os últimos cerca de 900 lugares disponíveis para as corridas do dia. José Tomas é cabeça de cartaz deste domingo. E, ao contrário do que tem acontecido nas corridas deste ano, o adeus é com casa cheia, algo que não acontecia há quatro anos.
Jordi Pique, um jovem ouvido numa reportagem da agência Efe publicada no site do El Mundo, esteve de quinta-feira até hoje frente à praça para conseguir assistir à corrida. “Dormi três noites ao relento, mas estou muito contente por ver os touros com a minha família”, disse, falando de um “acontecimento histórico” para quem é aficionado.
Ontem, a praça encheu e o ambiente foi de festa para aplaudir El Juli e Manzanares, numa sessão que o El País descreveu como “o penúltimo dia de glória de Barcelona”.
Ao diário ABC, o toureiro Serafin Marín falou a poucas horas de matar o último touro na arena da Monumental. “No Parlamento [catalão], temos um sector independentista que, infelizmente, governa e que não quer símbolos espanhóis”.
Há um ano, quando a iniciativa legislativa foi aprovada, os defensores dos animais prometiam continuar frente às praças de touros até a proibição entrar em vigor. Os dois anos anteriores foram de forte contestação à “fiesta nacional”, após a Câmara de Barcelona ter aprovado uma recomendação a favor do fim das corridas.


