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Acção dura há mais de 24 horas

Activistas da Greenpeace bloqueiam carregamento de carvão do Árctico com destino a Portugal

03.10.2009 - 08:57 Por Helena Geraldes

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Vinte e dois activistas da organização ecologista Greenpeace estão há mais de 24 horas em Svalbard, ilha norueguesa no círculo polar Árctico, a bloquear o carregamento de 70 mil toneladas de carvão para o navio “Pasha”. O carvão tem como destino o porto de Sines, diz a organização.

Os activistas, membros da tripulação do navio da Greenpeace "Arctic Sunrise", querem "protestar contra a exploração de carvão no Árctico" e lembram os efeitos nefastos da queima de combustíveis fósseis para as alterações climáticas. "A queima de carvão é a maior ameaça para o nosso clima e é responsável por mais de 40 por cento das emissões de dióxido de carbono, oriundo da queima dos combustíveis fósseis. Em 2030 estima-se que aumente até aos 60 por cento", salienta a Greenpeace em comunicado.

Num cenário com dois graus negativos, dois activistas subiram ontem para as gruas que estavam a carregar o carvão, nas minas de Svea, e desfraldaram uma faixa onde se lê: "Coal fired Arctic meltdown".

A Greenpeace está há quatro meses a documentar e a estudar os efeitos das mudanças climáticas no Árctico. "Resolvemos passar à acção porque a queima de carvão está a destruir o clima. Precisamente o Árctico está gravemente afectado pelas alterações climáticas e é um escândalo que seja o carvão extraído do Árctico uma das causas da sua destruição", declarou Juan López de Uralde, director da Greenpeace em Espanha, a bordo do "Arctic Sunrise".

Este ano já foram extraídas 2,4 milhões de toneladas de carvão no Árctico, segundo as contas da Greenpeace. Este combustível, diz, será queimado nas centrais térmicas de toda a Europa. "Ironicamente, a queima deste carvão gera alterações climáticas que estão a destruir o ecossistema do Árctico".

Faltam menos de 70 dias para a cimeira de Copenhaga, onde a comunidade internacional deverá escolher o sucessor do Protocolo de Quioto, que expira em 2012. "No entanto, os líderes mundiais não estão a dar os passos necessários para chegar a um acordo para travar este grave problema", considera a Greenpeace. Por isso, a organização pede "uma mudança de atitude para que em Copenhaga se alcance um acordo para a redução de, pelo menos, 40 por cento das emissões de gases com efeito de estufa até ao ano 2020, por parte dos países industrializados".


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a

O Cravinho não deve ter visto o potencial bélico da China nas deprimentes comemorações dos 60 anos ...

Incógnito

03.10.2009 11:22

X

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