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Congresso da Fatah arrancou hoje em Belém

Abbas diz que a resistência armada deve continuar a ser opção para os palestinianos

04.08.2009 - 14:06 Por PÚBLICO, Agências

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O líder da Fatah disse que o movimento se mantém empenhado em cumprir o Roteiro para a paz O líder da Fatah disse que o movimento se mantém empenhado em cumprir o Roteiro para a paz (Nayef Hashlamoun/Reuters)
Mahmoud Abbas abriu hoje o congresso da Fatah, o primeiro do partido em 20 anos, argumentando que os palestinianos querem negociar a paz com Israel, apesar de manterem a resistência armada como opção.

“Apesar de a paz ser a nossa escolha, reservamo-nos o direito a resistir, legítimo à luz da lei internacional”, declarou o presidente da Autoridade Palestiniana e actual líder do movimento fundado por Yasser Arafat, perante os quase dois mil delegados que participam no congresso em Belém, na Cisjordânia.

Responsáveis do partido adiantaram à Reuters que a proposta de programa que vai ser votado pelo congresso prevê “novas formas de resistência”, como uma campanha de desobediência civil contra a planeada expansão dos colonatos e a construção de um muro de separação na Cisjordânia.

De acordo com as mesmas fontes, o congresso vai manter na Carta do movimento a opção da luta armada, que poderá ser reactivada se as negociações de paz falharem. O movimento também não põe de parte a declaração unilateral do Estado palestiniano – integrando a Cisjordânia e a Faixa de Gaza – se as discussões com Israel não saírem do actual impasse.

Mas no seu discurso, Abbas sublinhou que o movimento se mantém empenhado em cumprir os acordos de Oslo de 1993 – nos quais os palestinianos reconheceram o Estado de Israel – e as obrigações previstas pelo Roteiro para a paz, que em 2003 definiu as etapas para a criação de um Estado palestiniano.

Questionado sobre o facto de Abbas ter usado no seu discurso a palavra “resistência” (mais habitual na boca dos líderes do Hamas), Mark Regev, porta-voz do primeiro-ministro israelita, reafirmou que “Israel procura a reconciliação histórica com os vizinhos palestinianos”. “Queremos a paz e a melhor forma para a conseguir é à mesa das negociações”.

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Pois

08h00 - Anónimo, Tel Aviv: É bom ler que compreende e aceita a divisão de poderes. O Tribunal ...

JN

05.08.2009 11:43

X

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