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Título reformista apoiava rival de Ahmadinejad às presidenciais de Junho

"Yas-e No" é o jornal iraniano com a mais curta história em banca

20.05.2009 - 12:27 Por Ana Machado

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Imagem da primeira página da única edição do "Yas-e No" Imagem da primeira página da única edição do "Yas-e No" (DR)
Chama-se “Yas-e No”, é um jornal iraniano e foi encerrado logo na primeira edição, no passado sábado, o que o torna um recordista. Apesar de, nos últimos dez anos, a lista de jornais e meios de comunicação encerrados pelo Governo de Ahmadinejad ser extensa, nenhum teve uma tão curta história em banca. Mas a história deste "Yas-e No" não acaba aqui.

São várias dezenas os jornais, principalmente de cariz reformista, que nos últimos dez anos viram as suas redacções fechadas, acusados de ferirem a moral islâmica ou de terem desrespeitado a República Islâmica e os seus líderes

Resta dizer que o “Yas-e No” é alinhado com o partido Mosharekat, um dos partidos reformistas do Irão, fundado em 1998 por apoiantes do antigo Presidente Khatami e que apoia agora Mir Hossein Mousavi, antigo primeiro-ministro, que corre contra Ahmadinejad nas próximas eleições presidenciais marcadas para 12 de Junho.

O título Yas-e No já existiu, tendo sido lançado em 2004 mas foi suspenso por 5 anos e 4 meses, acusado de incitar à revolta da opinião pública e por ofensas ao líder supremo do Irão. Foi multado também, mas o título não foi suspenso, o que levou os responsáveis a reeditá-lo. Na única manchete que fizeram podia ler-se "Khatami-Mousavi, pelo Irão". Khatami tinha anunciado a sua participação nas próximas presidenciais, mas acabou por renunciar a favor de Mousavi.

Mohammed Naimipur, director do título, escreveu uma carta ao Presidente Ahmadinejad, pedindo para que, tal como se passou em relação à detenção da jornalista americano-iraniana Roxana Saberi, o chefe de Estado iraniano quebre o silêncio e diga que a justiça não está a ser feita também neste caso. Foi uma decisão de Ahmadinejad que levou à libertação de Roxana, presa desde Janeiro e que foi libertada este mês com uma pena suspensa de dois anos.

“Esta acção ilegal contra o jornal é um indicador alarmante sobre o poder daqueles que, no seu grupo são intolerantes à crítica e aos rivais e que decidem contribuir para a sua re-eleição à custa de silenciar os adversários”, disse Naimipur na carta.

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Comentário + votado

repugnante

Odio feroz contra adversarios politicos e religiosos é apanagio dos defensores da grande causa ...

Veritas

20.05.2009 22:48

X

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