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Bin Laden ou Osama são palavras proibidas pelo servidor de e-mail

Yahoo censurou e descensurou Alá no registo de correio electrónico

02.03.2006 - 14:39 Por Ana Machado, PÚBLICO

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Linda Callahan, uma mãe de família norte-americana, tentou registar o seu nome no mail do Yahoo. Não foi permitido Linda Callahan, uma mãe de família norte-americana, tentou registar o seu nome no mail do Yahoo. Não foi permitido (DR)
As consequências da guerra instalada com o caso dos cartoons dinamarqueses que escandalizaram o mundo islâmico sentem-se nas maiores empresas de comunicação. Desta vez foi o portal Yahoo. Uma tentativa de registo recusada de um nome insuspeito levantou o véu de uma lista de nomes proibidos pelo servidor de registos de correio electrónico norte-americano. O nome Allah (Alá) estava nessa lista, mas a empresa acabou por recuar na sua posição por considerar que já não há o perigo de a palavra ser usada para incitar ódios.

"Olá. O meu nome é Kallahar. Tentei recentemente criar um nome de utilizador no Yahoo com o meu nome. Infelizmente o Yahoo disse que não estava disponível." Esta foi uma das mensagens enviadas nos últimos tempos para o servidor de mail do Yahoo. Kallahar não é um nome aceite porque contém a palavra Allah incorporada.

Mas a história mais conhecida não é a de Kallahar. Recentemente Linda Callahan, uma mãe de família norte-americana de Ashfield, Massachusetts, tentou registar o seu nome no mail do Yahoo. Não foi permitido. O seu filho entrou numa guerra para tentar perceber quais eram os fundamentos da rejeição. A única razão era o facto da palavra Allah estar incluída no nome.
Foi Kallahar quem se deu ao trabalho de saber se havia uma lista de termos proibidos para o Yahoo. E verificou então que o Yahoo! tinha uma lista de palavras interditas, que não aceitava para não ferir susceptibilidades religiosas ou de outra ordem. Allah, Bin Laden ou Osama constavam dos nomes poibidos. Mas outros compreensivamente considerados ofensivos como asshole, ou fuck integravam também da lista de uma dezena de palavras. No entanto o exercício de Kallahar acabou também por concluir que nomes como jesus, god, messiah, jehova ou buddah eram aceites.

Depois de muita insistência com o nome Callahan, a Yahoo acabou por explicar a sua posição, num comunicado emitido a 22 de Fevereiro: "Avaliamos continuamente as tentativas de abuso nos registos de utilizadores de correio electrónico para prevenir, entre outras coisas, a fraude e os comportamentos ofensivos". Segundo o jornal francês Le Monde, a rejeição do nome Callahan, que inclui em si o de Allah, podia ser usado para promover o ódio entre religiões. Mas reavaliaram o insistente pedido de Linda Callahan. Concluíram que esse perigo já não se colocava e aceitaram o registo.

Em Portugal cada caso é um caso

Em Portugal a FCCN - Fundação para a Computação Científica Nacional - dispõe de 48 horas para avaliar se um pedido de registo de um domínio tem um nome considerado válido ou não. Segundo as novas regras de registo de domínios em .pt, que passaram a ser válidas desde ontem, estão proibidos os nomes de domínios que corresponderem a palavras ou expressões contrárias à lei, à ordem pública ou bons costumes.

Perante a insistência do PÚBLICO sobre se nomes como o de Alá encaixariam neste ponto a) do artigo nono das regras portuguesas, Luísa Gueifão, responsável pelos registos de domínios da FCCN, explicou que há um período de 48 horas para a resposta final de aceitação em que, entre outros aspectos, é avaliada a validade do nome pedido. Impera assim a análise caso a caso, e, se algum nome for considerado impróprio, compete ao departamento jurídico avaliar a sua validade. Alá decerto passaria por esse passo, diz a responsável.

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Inacreditável!

Podíamos iniciar um simples exercício semântico sobre palavras (vulgo nomes próprios) compostas e ...

Anónimo

02.03.2006 16:57

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