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Wall Street Journal vai cobrar pela leitura do jornal em "dispositivos móveis"

16.09.2009 - 11:21 Por Reuters

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O Wall Street Journal tem sido um dos jornais americanos que tem conseguido, com sucesso, que as pessoas paguem pela leitura dos seus artigos na Internet O Wall Street Journal tem sido um dos jornais americanos que tem conseguido, com sucesso, que as pessoas paguem pela leitura dos seus artigos na Internet (DR)
O Wall Street Journal vai começar a cobrar pela leitura do jornal em dispositivos móveis, como sejam os populares iPhones e BlackBerrys, indicou ontem o dono daquele jornal e mogul dos media, Rupert Murdoch.

Esta manobra – que poderá ter efeitos perniciosos, uma vez que os leitores não estão habituados a pagar pela leitura de notícias online – foi anunciada durante uma conferência da Goldman Sachs, em Nova Iorque, e é uma tentativa da imprensa diária no sentido de fazer algum dinheiro com uma forma cada vez mais popular de aceder aos sites noticiosos.

O Wall Street Journal começará a cobrar pelo acesso móvel aos seus conteúdos “dentro de um ou dois meses”, sublinhou Murdoch.

De acordo com este plano, as pessoas que não possuam uma assinatura digital do jornal começarão a pagar dois dólares por semana de acesso, ao passo que quem tenha uma assinatura digital pagará o equivalente a um dólar por semana. Os assinantes da versão online e impressa do jornal poderão receber o jornal nos seus dispositivos móveis de forma gratuita.

Alguns analistas já consideraram que esta é uma medida arriscada, embora os jornais estejam a ficar sem soluções à vista, numa altura em que a circulação de jornais está em forte queda e em que os cortes nos anúncios publicitários ameaçam a sobrevivência de muitos títulos.

O Wall Street Journal tem sido um dos jornais americanos que tem conseguido, com sucesso, que as pessoas paguem pela leitura dos seus artigos na Internet.

Durante este ano, muitos editores e donos de publicações norte-americanas têm debatido as várias maneiras de fazer com que o público passe a pagar pelas notícias online. Ontem mesmo, a Google anunciou que poderá dar uma ajuda ao sector, através do Google Fast Flip. Esta ferramenta permite uma visualização rápida de muitos artigos e mostra também imagens em tamanho real das páginas. Embora muitas vezes não seja apresentado o artigo completo, é possível ler na íntegra os primeiros parágrafos. A Google tenciona rentabilizar o serviço (que ainda está em fase de testes) através de anúncios publicitários. E vai partilhar as receitas com os sites que integrarem o Fast Flip.

A partilha de receitas publicitárias (ou outra forma de pagamento) tem sido um pedido insistente da indústria dos media, que afirma que a Google está a violar direitos de autor ao listar o conteúdo de sites no agregador de notícias Google News.

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