Os cinco principais jornais diários portugueses venderam menos 26 mil exemplares por dia no ano passado, em comparação com 2004, o que demonstra uma tendência de queda generalizada no sector.
Segundo os dados divulgados hoje pela Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT), o "Jornal de Notícias" foi o que registou a maior descida de vendas, ao perder 16 mil compradores por edição.
O JN perdeu 14,5 por cento de compradores, passando a ter, em média, uma circulação paga (vendas em banca e por assinatura) abaixo dos 100 mil exemplares (95.231) diários.
Entre os dois diários considerados de referência a maior descida foi sentida pelo "Diário de Notícias", cuja circulação paga caiu 12,8 por cento, passando para uma média de 33.434 exemplares por edição.
As vendas diárias do jornal PÚBLICO caíram 4,3 por cento no ano passado (menos 2209 exemplares em comparação com 2004), passando para uma circulação de 48.985 exemplares.
O diário mais vendido do país continuou a ser o "Correio da Manhã" que, apesar de uma perda de 1,9 por cento nas vendas (quase dois mil exemplares), foi o único a manter-se acima dos 100 mil exemplares vendidos por cada edição - média diária de 113.792 exemplares.
O "24horas" registou vendas médias diárias de 48.818 exemplares.
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