A inteligência artificial chegou às pistas de dança. Um estudante do Porto desenvolveu um robô dançarino autónomo com uma versão feminina e masculina, capaz de reagir às cores e ao som.
As bases da criação de João Lobato Oliveira, que está a tirar o doutoramento na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, foram um kit Lego NXT e o sistema de software semelhante ao desenvolvido no futebol robótico em que a faculdade tem uma longa tradição. O investigador desenvolveu uma conjugação de algoritmos matemáticos para que o robô reaja não só às notas musicais mas também às cores da pista de dança, através de um sistema de audição inteligente.
A partir daqui o robô reage em sincronia com os diferentes estímulos e vai fazendo “movimentos de dança” que começam por ser definidos pelo utilizador. O próximo passo, que é o projecto de doutoramento de João Oliveira, vai ser gerir coreografias entre robôs humanóides.
Apesar de ainda se encontrar numa fase laboratorial, a ideia distingue-se, segundo o investigador, “por apresentar uma aplicação modular e uma interface que permite alguma interacção e flexibilidade da parte do utilizador sobre o comportamento do robô, definindo os movimentos que este deverá expressar para cada conjunto de estímulos”.
Segundo o comunicado da Faculdade de Engenharia este roubo pode ter diversas aplicações na área do entretenimento.


