Turismo de Portugal defende que jornais só devem ter publicidade quando servem objectivos

06.07.2010 - 17:08 Por Lusa
O presidente do Turismo de Portugal afirmou hoje que os jornais só “têm direito” a publicitar as campanhas se “servirem os objectivos de quem quer fazer publicidade”, que passam por “alcançar o máximo de difusão, dimensão e de preço”.
Luís Patrão reagia a uma notícia da edição de hoje do Correio da Manhã, na qual é afirmado que o Turismo de Portugal contratou uma agência de meios, que tem como “cliente a Controlinveste” (grupo de media presidido por Joaquim Oliveira e que detém os títulos Diário de Notícias e Jornal de Notícias) para assessorar na elaboração de um concurso público para uma campanha publicitária.
Segundo o jornal, o organismo do turismo vai investir mais de dois milhões de euros a partir de setembro e já escolheu as publicações onde quer apostar, das quais a Controlinveste é a grande beneficiada, seguindo-se a Impresa e depois a Cofina.
O CM adianta que o investimento publicitário contempla, “numa primeira vaga”: 48 páginas a cores de publicações da Controlinveste, 32 nas publicações da Impresa e 11 no grupo Cofina e menciona o “desequilíbrio” da distribuição de publicidade, ao não contemplar o semanário Sol, que, recorda, tem divulgados várias histórias sobre o primeiro ministro.
“A Controlinveste monopoliza praticamente toda a campanha”, lê-se no jornal.
À margem de um passeio pelo Estuário do Tejo, Luís Patrão começou por se escusar a comentar, argumentando “não ler a secção de intrigas do Correio da Manhã”.
No entanto, Luís Patrão afirmou que a instituição tem o cuidado de “entregar a profissionais do ramo, exteriores ao Turismo de Portugal, a responsabilidade de escolher o plano de inserções” publicitárias.
“E são essas empresas, agências de publicidade ou agências de meios que nos sugerem um plano que seja mais eficiente para divulgarmos e colocarmos a nossa própria publicidade. Não somos nós que escolhemos”, garantiu.
O responsável adiantou ainda que a actuação do Turismo de Portugal é contrária a “alguns jornais que acham que têm direito a ter publicidade”.
“E só têm direito se servirem os objetivos de quem quer fazer publicidade: alcançar o máximo de difusão, dimensão e de preço”, disse.
Há “quem tenha preços muito altos e mesmo assim queira ter a mesma facilidade de os vender e os colocar (anúncios)”, disse Luís Patrão.

