A TSF anunciou esta sexta-feira à redacção que vai fazer alterações em algumas das áreas da redacção e está a estudar o lançamento de novos programas na grelha. As secções de Economia e Política são as que mais atenções vão merecer.
Paulo Baldaia, director da estação, disse ao PÚBLICO que as prioridades mais visíveis são o reforço da equipa da noite, “refrescar” a área de Economia e alterar a editoria de Política. “Cada vez que fazemos alterações comunico primeiro com as pessoas”, disse Baldaia, aludindo a um comunicado que a redacção recebeu ontem por e-mail com as alterações.
Assim, João Paulo Menezes, jornalista fundador da TSF e editor da redacção do Porto, autor do programa da tarde Mais Cedo ou Mais Tarde, acumulará estas funções com uma nova responsabilidade: pensar a editoria de Economia no sentido de dinamizar a área e propor uma nova organização.
João Paulo Baltazar, outro dos fundadores da TSF, actualmente responsável pela grande reportagem da estação, coordenará um novo programa de informação, que fará um balanço do dia e uma antecipação de alguns temas do dia seguinte, num horário entre as 23h e as 24h.
E Teresa Dias Mendes, actual editora de Política, cede o lugar a Paulo Tavares, jornalista responsável pela edição dos noticiários da noite da estação e também pelo programa Motores, sobre automóveis, emitido de segunda a sexta-feira às 21h35.
Teresa Dias Mendes, que deixará de fazer política na TSF, foi protagonista de um episódio durante a última campanha para as eleições europeias, em que o conteúdo de uma peça assinada pela jornalista não agradou ao primeiro-ministro. A peça aludia a referências, embora indirectas, de José Sócrates ao sindicalista Mário Nogueira, com o primeiro-ministro a sugerir que o dirigente da Fenprof estaria a ser manipulado politicamente.
O episódio levou a uma intervenção do gabinete de José Sócrates junto da direcção da TSF e a uma troca de palavras entre a jornalista e o próprio Sócrates num jantar de campanha em Viseu, uma semana antes das eleições. Segundo Paulo Baldaia, que frisa que as alterações partiram todas de “decisões da direcção”, nenhuma das mudanças terá efeito imediato: “Serão alterações para a nova grelha, só para Outubro.”


