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Balanço

Três anos do semanário Sol "muito positivos", mas sem ultrapassar o Expresso

16.09.2009 - 18:40 Por Lusa

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O director do semanário Sol, que hoje assinala três anos, faz um balanço editorial positivo, considerando ter superado as expectativas em termos de notícias com grande impacto, embora não tenha conseguido ultrapassar as vendas do Expresso.

Em declarações à Lusa, José António Saraiva considera "muito positivos" estes três anos de existência do semanário, lembrando ter sido "o jornal que mais notícias relevantes deu nesse período, como é o caso da OTA, da localização em Alcochete, dos submarinos, da Bragaparques, da Casa Pia e do Freeport".

Em termos financeiros, o balanço já não é tão positivo, uma vez que conta com altos e baixos, "alguns dramáticos, como a saída do BCP, que causou prejuízos enormes", afirmou, sublinhando contudo que a situação foi ultrapassada com a entrada da Newshold, embora continue deficitário.

Na altura do lançamento do semanário, José António Saraiva estabeleceu como meta para três anos para ultrapassar o Expresso em vendas, o que não aconteceu. O director do Sol explica esta "falha" com duas razões: "a instabilidade accionista e a crise", duas situações que se reflectiram no mercado.

No que respeita a esta última, o director do Sol salienta que muitas pessoas compravam os dois jornais e acabaram por ter que optar apenas por um. "Afectou-nos como afectou o Expresso", disse, afirmando ter-se surpreendido ao constatar que o mercado português é conservador, sobretudo entre os leitores homens, que mantiveram a compra do Expresso, ao passo que muitas mulheres o trocaram pelo Sol.

Falando em números, José Saraiva afirmou estar a vender à volta de 50 mil exemplares, "um número bom, tendo em conta que é mais do que vende a maioria dos jornais".

Quanto ao objectivo de ultrapassar o Expresso, o director do Sol nega que se trate de "uma obsessão" mas apenas uma questão de liderança, por razões comerciais e de viabilidade. "Queremos deixar de ser deficitários e atrair mais publicidade, o que em situação de crise só é possível se formos líderes. Acredito que é possível, mas não arrisco outra data para não me enganar outra vez", disse.

Relativamente a projectos futuros, neste momento estão centrados no mercado da lusofonia, onde o Sol está a apostar fortemente. "Estamos a instalar a delegação em Angola e brevemente o jornalista Luís Costa Branco vai chefiar a delegação", contou, adiantando ainda ter como objectivo criar uma distribuidora e pontos de venda naquele país.

"Temos uma relação em consolidação com Cabo Verde para parceria com um jornal local e estamos a estudar Moçambique e Brasil", acrescentou.

Para assinalar o aniversário, a edição de sexta-feira do Sol oferece um filme infantil nunca distribuído em Portugal - Bob, o construtor - e dedica o número ao tema "3 anos, 33 nomes". "Através de 33 pessoas que mudaram de vida - como é o caso de Obama, Oliveira e Costa ou Cristiano Ronaldo - vamos reconstruir a história do mundo", adiantou.

De acordo com os dados da APCT (Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação), no primeiro semestre deste ano, a circulação paga do Sol rondou os 47 mil exemplares, ao passo que a do Expresso andou pelos 112 mil.

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megalomania

Recordo um texto do JAS a considerar-se o melhor dos analistas políticos portugueses.

josé Pacheco

20.09.2009 17:04

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