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Revista de lazer e cultura vai ter periodicidade semanal

Time Out Lisboa nasce no Outono para mostrar capital "cool"

25.06.2007 - 17:08 Por Joana Amaral Cardoso, PÚBLICO

A Time Out Lisboa já podia ter nascido há mais tempo, porque a capital portuguesa "é uma das cidades mais fertéis em informação da rede" de 15 que contam com esta revista de cultura e lazer, diz João Cepeda. Mas só quando o agora director da revista e o seu adjunto, João Miguel Tavares, bateram à porta dos escritórios da Time Out International, em Londres, é que o processo arrancou. O primeiro número da Time Out Lisboa sai em Setembro e, passadas algumas semanas, a Time Out Barcelona estreia-se também em banca.
 (DR)

A edição portuguesa chega a Lisboa sob licenciamento — a empresa britânica cede os direitos de publicação do seu título — e com o objectivo de fazer um produto "associado ao lado mais cool, irreverente e criativo" do que está a acontecer na cidade, postula o director da revista. A Time Out Lisboa vai ser semanal, à semelhança das congéneres de Nova Iorque, Londres e Chicago, o que representa uma aposta ambiciosa visto que a maioria dos títulos internacionais Time Out tem uma periodicidade que oscila entre o quinzenal e o mensal.

Cathy Runciman, directora da Time Out International, considera que Lisboa tem uma oferta cultural simultaneamente "mainstream" (generalista) e "alternativa", que "merece cobertura independente, crítica e com autoridade — que é a marca da Time Out". E Lisboa é, comenta João Cepeda, "a única capital europeia que não tem um guia de lazer semanal" como o Pariscope (Paris) ou o Guia del Ocio (Espanha), pelo que não teme a falta de actividades culturais ou de leitores.

A Time Out, nascida em Londres em 1968, é uma marca reconhecida em todo o mundo pelos seus guias de viagem e revistas de roteiro e informação cultural, usada por autóctones e visitantes como carta de navegação lúdica pelas cidades que visitam. O sucesso deste tipo de produto no estrangeiro, a oferta de eventos de Lisboa e a confiança nos leitores portugueses fazem com que a Time Out Lisboa queira provar que há mercado para estes conteúdos.

Revista para lisboetas

"A Time Out Lisboa não é para turistas, é para lisboetas", sublinha João Cepeda, e vai ser feita à imagem da própria marca: por uma equipa jovem (nas casas dos 20 e 30 anos), multidisciplinar, com muitos colaboradores na área de redacção e fotografia e com "crítica independente". A edição fica a cargo de Sónia Morais Santos, que também transita do DN.

A redacção terá oito jornalistas nos quadros e "uma enorme rede de colaboradores", forma de funcionamento herdada das "irmãs" estrangeiras. Para essa rede vão contribuir jornalistas freelancer, bloggers e críticos mais ou menos estabelecidos mas cujo protagonismo será reduzido. "A revista é a estrela", vinca o director.

De Londres, Cathy Runciman confirma que a Time Out decidiu expandir-se "agora para Portugal porque encontrámos a equipa certa a que nos associarmos, que percebe o espírito e os princípios da marca". E, como Lisboa já figurava na estratégia do grupo para novas revistas em 2007, este foi "o momento certo" para abordar os ingleses e propôr esta extensão alfacinha.

João Cepeda trabalhou quatro anos a partir de Londres, como correspondente da agência Lusa e da rádio TSF, enquanto João Miguel Tavares editava a secção de Sociedade no "Diário de Notícias", onde ainda é colunista. Agora, são accionistas minoritários da Capital de Escrita, cujo accionista principal e investidor é Luís Delgado, proprietário da Caneta Electrónica, que detém o jornal online Diário Digital. O Diário Digital, aliás, partilha agora as mesmas instalações com a Time Out, nos Restauradores.

A revista ainda está a constituir equipas, seja na área comercial, do marketing, do design ou fotografia. O site da Time Out deverá estar pronto quando sair a primeira revista e os conteúdos serão maioritariamente abertos aos utilizadores. O preço de capa e a tiragem ainda não estão definidos.

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