Com data marcada para o próximo dia 8 de Fevereiro, no Centro Cultural de Belém, a Sociedade Portuguesa de Autores e a RTP juntam-se para atribuir uma nova categoria de prémios que reconhecem o que de melhor se fez no cinema, teatro, artes visuais, música, literatura, televisão, rádio e publicidade em 2009. A cerimónia será apresentada por Catarina Furtado.
Vão chamar-se assim mesmo, Prémios Autores SPA/RTP. José Jorge Letria, vice-presidente da SPA afirma que a ideia de criar um prémio para a obra autoral, nas suas várias áreas, partiu da SPA e que foi apresentada à RTP, onde foi muito bem acolhida, desde os primeiros contactos: “Foi uma relação exemplar”, afirmou ontem durante a apresentação dos prémios, sobre o diálogo com o vice-presidente da televisão pública José Marquitos.
João Lourenço, encenador e administrador adjunto da SPA defende que este galardão vem dar alguma notoriedade a uma área em risco: “Quando a propriedade intelectual é posta em perigo e o governos e as pessoas, por desconhecimento, não se importam, têm de ser as sociedades de autores a tomar este tipo de iniciativa. João Lourenço, que participará na coordenação do espectáculo de dia 8, afirma que não será uma gala “hollywoodesca”: 2Só porque não há meios económicos, criadores há”. Mas que terá a dignidade que os autores merecem.
Os prémios, com um troféu assinado pelo designer Henrique Cayate são, nas palavras do director de programas da RTP, “José Fragoso”uma iniciativa que fazia falta aos autores, à televisão e ao público”.
Cada categoria terá três elementos de júri, entre personalidades da área em causa, e serão nomeados três trabalhos em cada uma dessas categorias. Um deles ganhará.
Mas José Jorge Letria avançou duas categorias “especiais” que já foi definido a quem serão atribuídos. Para o prémio Melhor Programação Cultural Autárquica foi escolhida a Câmara Municipal de Cascais, em parte pela inauguração do Museu Paula Rego e pela organização do Festival de Cinema do Estoril, referiu o responsável da SPA. E no prémio vida e obra foi escolhido o nome de Júlio Pomar que, nas palavras de José Jorge Letria “é um dos maiores pintores de sempre e um criador plástico com grande projecção internacional”.
Categorias e nomeados
Cinema
Júri
Jorge Leitão Ramos
Rui Pedro Tendinha
António Loja Neves
Melhor Filme
Um Amor de Perdição (Mário Barroso)
Morrer como um homem (João Pedro Rodrigues)
Ne Change Rien (Pedro Costa)
Melhor actriz
Margarida Carvalho (veneno cura)
Catarina Wallenstein (Um amor de Perdição)
Ana Moreira (A corte do Norte)
Melhor actor
João Lagarto (4 copas)
Rui Morrison (Os sorrisos do destino)
Fernando Santos (Morrer como um homem)
Rádio
Júri
Mário Figueiredo
João David Nunes
Paulo Sérgio
Melhor programa
Pessoal e Transmissível (Carlos Vaz Marques - TSF)
Encontros com o Património (Manuel Vilas-Boas - TSF)
Em nome do ouvinte (Adelino Gomes – Antena 1)
Dança
Júri
Cláudia Galhós
Maria José Fazenda
Daniel Tércio
Melhor coreografia
Talk Show (Rui Horta)
Void (Clara Andermatt)
Vale (Madalena Victorino)
Música
Júri
Rui Tentúgal
Viriato Teles
Olga Prats
Melhor Canção
Se esta rua fosse (Tasca Beat – O sonho português – O’Questrada)
Margarida – ( Kronus - Cristina Branco)
Tempo para cantar – (B Fachada – B Fachada)
Melhor Disco
Space Grasse (Dennis González e João Paulo)
Solo II (António Pinho Vargas)
Luminismo (Ricardo Rocha)
Melhor trabalho de música erudita
Música portuguesa para um quarteto – Quarteto Lopes Graça (obras de Lopes-Graça e António Vitorino de Almeida)
Música contemporânea para piano – Três compositores algarvios (João Luís Rosa, obras de Joaquim Galvão, Cristóvão Silva e Tiago Cutileiro)
Missa Grande (Coro de Câmara de Lisboa, dirigido por Teresa Gutiérrez, obras de Marcos Portugal)
Literatura
Júri
Pedro Mexia
Rita Pimenta
Annabela Rita


