Sindicato dos Jornalistas exige esclarecimento da extinção da programa na Antena 1

03.02.2012 - 17:24 Por Lusa
O Sindicato dos Jornalistas saudou nesta sexta-feira “a posição da redacção da RDP na defesa da independência e prestígio da rádio pública” e seus profissionais, e “exige o cabal esclarecimento da situação que levou à extinção da rubrica ‘Este Tempo’”.
O sindicato considera, num comunicado enviado às redacções, que a extinção do programa e as “graves suspeitas” de “censura” em torno da crónica de Pedro Rosa Mendes impõem a necessidade de o caso ser “cabalmente esclarecido por todos os envolvidos, sem tergiversações nem tibiezas, de forma clara, transparente e definitiva, de modo a não restarem quaisquer dúvidas quanto à conduta dos responsáveis a todos os níveis e, sobretudo, a que o incidente não sirva para municiar os ataques em curso aos serviços públicos de comunicação social”.
O organismo indicou que tem vindo a acompanhar a situação na RDP, que culminou com a demissão em bloco da direcção de informação da RDP na quinta-feira, e considera que “ao lançar a suspeita de retaliação sobre a crónica de Pedro Rosa Mendes, porventura incómoda para o poder e para a administração da RTP, e ao alimentar a hipótese de que a rubrica ‘Este Tempo’ foi extinta pelo eventual desconforto gerado por algumas das suas crónicas, o ‘caso’, que tarda a ser esclarecido, contribui para perpetuar a acusação de instrumentalização da RDP e da RTP ao serviço dos governos e de interesses obscuros”.
O Sindicato dos Jornalistas apela ainda ao Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) - onde os vários envolvidos no ‘caso Rosa Mendes’ começaram esta semana a ser ouvidos e onde estará presente no próximo dia 7 jornalista que assinou a crónica polémica - “para que averigúe, com urgência mas com profundidade, o incidente em causa, nos seus contornos, motivações e responsabilidade”.
“Dada a extrema gravidade e o contexto em que ocorre, o caso deve ser cabalmente esclarecido por todos os envolvidos, sem tergiversações nem tibiezas, de forma clara, transparente e definitiva, de modo a não restarem quaisquer dúvidas quanto à conduta dos responsáveis a todos os níveis e, sobretudo, a que o incidente não sirva para municiar os ataques em curso aos serviços públicos de comunicação social”, afirma em comunicado a direcção do sindicato.

