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Congresso Nacional de Medicina Legal

Séries televisivas despertam interesse do público pela medicina forense

06.11.2009 - 17:25 Por Lusa

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Séries como CSI têm despertado mais interesse sobre a medicina forense Séries como CSI têm despertado mais interesse sobre a medicina forense (Enric Vives Rubio)
As séries televisivas sobre investigação criminal despertam o interesse do público para esta matéria, mas os meios de pesquisa reais, apesar do progressivo desenvolvimento, ainda ficam aquém dos da ficção, foi hoje alertado num congresso de Medicina Legal.

“As séries de televisão sobre investigação de cenas de crime têm contribuído, e muito, para despertar o interesse dos cidadãos para esta matéria. No entanto, as pessoas têm de perceber que, na realidade, os meios de pesquisa de que dispomos não são tão modernos”, afirmou à agência Lusa o médico-legista Agostinho Silva.

O especialista, que é também professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, falava à agência Lusa à margem do oitavo Congresso Nacional de Medicina Legal, que começou hoje em Elvas, prolongando-se até sábado.

Contudo, frisou Agostinho Silva, a realidade no que respeita aos meios de investigação de cenas de crime está a mudar: “Estamos numa fase importante de desenvolvimento”.

“Os meios, quer humanos quer técnicos, têm estado a aparecer em quantidade e qualidade”, afirmou.

O congresso, a decorrer em Elvas (Portalegre), junta participantes oriundos de todo o país, para debater temas como o exame do corpo no local, morte súbita e vítimas de violência sexual e doméstica.

Luís Couto, perito médico no Gabinete Médico-Legal de Portalegre, disse hoje à agência Lusa que os trabalhos envolvem “cerca de 300 congressistas pertencentes a um corpo clínico representativo de todo o país”.

A manhã desta primeira jornada do congresso, que decorre no Centro de Negócios Transfronteiriço de Elvas, incluiu dois cursos, com os títulos “C.S.I. - Exame do corpo no local” e “Avaliação do risco de violência pelo HCR-20”.

“Morte súbita: onde estamos e para onde queremos ir?” e “Vítimas de violência sexual: da agressão à intervenção policial” são outros dos assuntos em discussão.

Esta última temática foi abordada por Teresa Magalhães, do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML), que disse à Lusa que “os exames sexuais são dos mais preocupantes”, por incluírem “situações muito frequentes e graves, sobretudo em crianças”.

O principal obstáculo no desenvolvimento deste trabalho, disse, é “o caso chegar à medicina legal, porque estas situações estão sempre muito camufladas, uma vez que as vítimas são ameaçadas e não denunciam os seus agressores”.

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