O director e co-fundador do diário francês “Libération”, Serge July, confirmou hoje a sua demissão, exigida pelo principal accionista do jornal, Edouard de Rotschild, e que fora anunciada em meados de Junho.
Frente aos jornalistas do “Libé”, July leu a carta que iria depois enviar para a administração. “O maestro que eu fui diz-vos adeus, o jornalista também, infinitamente triste de nunca mais poder escrever aqui”, disse antes de ser ruidosamente aplaudido pela redacção do jornal que fundou em 1973, juntamente com o filósofo Jean-Paul Sartre.
Na véspera os trabalhadores do Libé aprovaram o princípio de uma co-gerência, a título interino, entre a Sociedade Civil do Pessoal do Libération (SCPL, que detém 18,4 por cento das acções do jornal) e Rotschild (38,8 por cento das acções).
O jornalista Vittorio de Filippis, gerente da SCPL, deverá assegurar a direcção do jornal também interinamente, com o objecto de “em alguns meses” apresentar um novo plano de reestruturação que convença Rotschild a desembolsar mais dinheiro (o accionista já injectou, há menos de um ano, 20 milhões de euros no diário que continua a perder leitores e acumular dívidas).


