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Depois do fim do Contra-Informação

RTP aposta no humor para passagem de ano e arranque de 2011

12.12.2010 - 13:52 Por Ana Machado

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Herman José Herman José (Foto: Adriano Miranda)
Herman José, Maria Rueff, Bruno Nogueira, Joaquim Monchique, Ana Bola, Eduardo Madeira, Manuel Marques, Maria Vieira, António Machado, Marina Mota, Carlos Cunha, Fernando Mendes, Manuel João Vieira e Franco Bastos. É este o elenco de luxo na área do humor com que a RTP avança para a passagem de ano.

Numa clara aposta na linha humorística, o serviço público avança com uma gala de Ano Novo assinada pelas Produções Fictícias, que promete não ignorar a concorrência, explicou José Fragoso, director de programas do canal 1 num encontro com jornalistas onde também fez o balanço deste ano da televisão pública e lançou algumas pistas para 2011.

“Será um espectáculo com muitos sketches, que durará das 22h00 às 00h30 e que fará um apanhado das galas da concorrência e com enviados especiais às agências de rating. Teremos também os principais eventos do ano tratados com humor”, disse Fragoso, sem revelar mais do que será esta gala de passagem de ano.

A aposta no humor para a passagem de ano de 2010-2011 surge após a RTP ter anunciado que não iria renovar os compromissos com a Mandala, produtora do Contra-Informação, para que o programa continuasse em 2011. Um dos programas mais conhecidos do humor televisivo nacional, com quase 15 anos de existência, deixa assim de existir. Ao PÚBLICO, José Fragoso disse na altura que este era um programa caro e que tinha chegado ao fim da sua vida, realçando que a necessidade de reinventar o modelo já tinha sido discutida antes.

Mas, apesar do fim do Contra, a RTP não quer desistir do humor para 2011, anunciou o responsável. E, para além da gala da passagem do ano, a RTP já tem planos para novas apostas em 2011. Herman José é a aposta na continuidade, com o talk show de sábado á noite do humorista mais famoso de Portugal a ter carta verde para continuar. Já de Bruno Nogueira não se poderá dizer o mesmo. O programa de domingo à noite de Nogueira vai acabar para dar lugar a novos formatos onde o humorista estará incluido.

“Nogueira vai integrar um novo projecto no início do ano”. Para já, José Fragoso não adianta mais. Apenas diz que as propostas de novos formatos nesta área não param de chegar às suas mãos. “Recebemos permanentemente projectos de vários humoristas”.

Aposta numa ficção diferenciada

Sobre outras apostas para 2011, José Fragoso adianta que o canal público continará a apostar na ficção mas de uma forma diferenciada da concorrência privada: “A RTP está na ficção de uma forma diferente dos privados. Optamos por estar fora da produção de telenovelas e vamos manter essa linha, marcada desde 2008.”

O director de programas enaltece exemplos na ficção da RTP como Cidade Despida – o policial protagonizado por Catarina Furtado que marcou a ficção de 2010 da RTP -, a mini-série sobre a República, “com mais de cem actores no activo que representam oito horas de TV para memória futura”, e “Mistérios de Lisboa”. A obra do realizador chileno Raúl Ruiz e produzida por Paulo Branco, que ganhou a concha de prata para melhor realizador no festival de San Sebastian, está ainda a passar nos cinemas europeus e a versão em série televisiva arranca no primeiro trimestre de 2011, diz Fragoso.

José Fragoso, desde 2008 na RTP, que se prepara para ver pelo segundo ano consecutivo a estação pública encerrar o ano no segundo lugar das audiências, à frente da SIC, desvaloriza a importância deste resultado para a direcção de programas da RTP: “Não temos grandes resultados em termos de audiências. Mas são resultados que alcançamos com metade dos jogos de futebol que tivemos no ano anterior, exceptuando os do Mundial em Junho. O futebol não teve reflexos em termos de resultado global da estação”. Afirma que a posição da RTP no ranking de audiências dos canais depende mais dos outros canais do que do próprio canal público. “Mas tenho presente que não podemos baixar desta fasquia.”

Notícia corrigida às 15h55
Por lapso, estava escrito no primeiro parágrafo da notícia Carlos Cruz. O nome correcto é Carlos Cunha.


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Pois o Luxo que nos pagamos!!

Pois são exactamente estes senhores que nós, contribuintes pagamos. Só o senhor Hermam José aufere ...

Um outro olhar

12.12.2010 17:16