A emissora católica Rádio Renascença lamentou hoje ser obrigada a passar o tempo de antena no referendo sobre o aborto, por considerar que as rádios privadas deveriam ficar de fora desta imposição legal.
"Gostaríamos que esta obrigação [legal] não pesasse sobre as rádios privadas, mas pesa e, numa rádio com a identidade da Renascença, pesa naturalmente muito, até porque a nossa posição sobre o aborto e sobre o direito à vida é bem conhecida", refere a estação numa nota lida hoje, no dia em que começa a campanha para o referendo de 11 de Fevereiro, antes do noticiário das oito da manhã.
Após a marcação do referendo sobre a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, os responsáveis da emissora católica declararam - também numa nota lida antes de um noticiário - o apoio da Renascença ao "Não".
No entanto, ressalvaram que esta posição da emissora não afectaria o pluralismo do serviço noticioso da RR.
Na nota lida hoje, a RR promete cumprir a lei dos tempos de antena e disponibilizar uma hora diária aos movimentos e partidos que participam oficialmente na campanha pelo referendo.
"Durante a campanha temos o dever legal de acolher a propaganda de todos. De quem defende o ´não` e dos defensores do ´sim`", refere a nota, sublinhando que a RR sempre respeitou e respeitará o pluralismo informativo.
A Igreja Católica, maioritária em Portugal, é frontalmente contra a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, que vai ser sujeita a referendo nacional a 11 de Fevereiro.
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