A D&AD premeia o melhor design e publicidade do mundo

PÚBLICO vence um dos mais importantes prémios de design do mundo

11.06.2009 - 23:08 Por Joana Amaral Cardoso

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O PÚBLICO venceu na categoria “Magazine & Newspaper” O PÚBLICO venceu na categoria “Magazine & Newspaper” (DR)
Pela primeira vez na história dos conceituados prémios de design D&AD, um jornal português obteve o Lápis Amarelo na categoria de Magazine & Newspaper Design pelo desenho do PÚBLICO (caderno principal mais caderno P2). Os prémios, uma espécie de Óscares do design, são atribuídos pela sociedade Design and Art Direction, fundada há 47 anos para promover a excelência no design, na publicidade e nas artes visuais.

Na categoria Magazine & Newspaper Design, a única que versa a imprensa, foram considerados o PÚBLICO e a New York Magazine. Cada uma das publicações recebeu um Lápis Amarelo, o equivalente a uma prata - o Lápis Negro é o ouro, mas atribuído segundo critérios mais apertados e que pode nem ser dado em alguns anos. A New York Magazine foi premiada pela sua capa alusiva ao escândalo Eliot Spitzer (o governador de Nova Iorque envolvido num escândalo por recorrer a prostituição de luxo que o levou à demissão).

O prémio, entregue quinta-feira à noite numa cerimónia na Roundhouse Camden, em Londres, foi decidido por um júri de sete elementos, presidido pelo director editorial da IPC Media, Andy Cowles, que já foi director de arte da revista Rolling Stone e ligado ao relançamento das revistas britânicas Q, Empire ou Mojo. "É difícil inovar num meio tão tradicional", constatou Cowles na cerimónia. "O PÚBLICO equilibrou na perfeição a tipografia, a sinalização e um nível tremendo de storytelling visual... melhor do que o Guardian! [que já venceu o Lápis Negro] - é mais sofisticado", completou.

O redesenho do PÚBLICO foi levado a cabo pelo designer Mark Porter (Guardian) em 2007 e Porter, no seu blogue, elogia o desenvolvimento do seu design feito pela directora de arte do PÚBLICO, Sónia Matos, na feitura de "grande jornalismo visual". Um dos jurados, Stephen Coates, director de arte da revista Sight and Sound, consultor de design e responsável pelo redesenho da New Scientist, disse ao P2 que "Porter obviamente usou o que aprendeu no processo de redesenho do Guardian no seu trabalho no PÚBLICO. E o resultado disso é uma peça de design mais madura", opina, confirmando que o actual aspecto do diário é uma mescla do "talento da equipa da casa" e da base duradoura criada por Porter.

Entre os jurados figuraram ainda elementos da Wired, da Studio8 Design, Marie Claire, Winkreative London e Bureau Mirko Borsche. Stephen Coates comentou ainda que o prémio foi atribuído ao PÚBLICO porque o aspecto do jornal é "impressionante" no que toca aos detalhes tipográficos (o tipo de letra) e na "sofisticação que é conseguida nos prazos de fecho de um jornal".

Em tempos de crise do formato em papel, Stephen Coates considera que o design de um jornal é uma ferramenta essencial para o diferenciar e o tornar quase um objecto de desejo: "Os jornais já não podem competir no que toca ao timing de dar as notícias. Por isso, tal como as revistas, precisam do design para enfatizar a sua qualidade de 'objecto'; o prazer na leitura, o pegar, o drama de virar uma página são pontos de diferenciação em relação aos seus congéneres online", elenca.

Os lápis negros
Já no ano passado o PÚBLICO tinha chegado à fase final de selecção da D&AD nas categorias de Entire Newspapers e Newspaper Front Covers, com uma selecção de capas do suplemento Ípsilon. Este ano, o PÚBLICO superou as candidaturas de dezena e meia de outras publicações internacionais - como as revistas Wallpaper e Time, o jornal alemão Die Zeit.

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XXX

Numa altura em que os que nós sabemos tentam desacreditar o Público de todas as formas possíveis, ...

Afonso Pereira

14.06.2009 09:39