PS lamenta que relatório da ERC não tenha analisado oposição ao Governo das forças sociais

31.03.2008 - 19:43 Por Lusa
O deputado socialista Arons de Carvalho admitiu hoje que o PSD não pode ser desvalorizado na informação da RTP, mas lembrou que o relatório da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) sobre pluralismo político-partidário só analisou a oposição dos partidos ao Governo e não das forças sociais.
Admitindo ser preciso que a RTP analise as conclusões do relatório da ERC hoje entregue na Assembleia da República, Arons de Carvalho afirmou que "não faz sentido não estar contabilizado o tempo atribuído à oposição governamental pelas forças sindicais e sociais".
Por outro lado, adianta, o período analisado pela ERC coincide com a presidência portuguesa da União Europeia, o que torna "natural" que haja mais notícias sobre o Governo.
Segundo o relatório da ERC, o PSD é sistematicamente sub-representado nos blocos informativos da RTP, enquanto o PS é "apagado" como partido autónomo do Governo.
"É detectável [na informação da estação] um relativo excesso de presença do Governo e PS", sendo também "sistemática a sub-representação do PSD nos diferentes serviços de programas da RTP", refere o documento da ERC.
Para o deputado socialista, estes são conclusões que devem ser analisadas, assim como o facto de "entre os comentadores políticos [presentes na RTP], o mais próximo do PSD [Marcelo Rebelo de Sousa] tem o dobro do tempo do atribuído ao do PS [António Vitorino].
O caso não deve, na opinião do deputado socialista, ser "dramatizado". "Ninguém pode dramatizar e acusar a RTP de quebra de independência", sublinhou, acrescentando que "em lado nenhum do relatório se faz uma apreciação negativa sobre falta de pluralismo na RTP".
Ainda assim, admitiu Arons de Carvalho, o documento constitui "um ponto de partida para o aperfeiçoamento do procedimento da RTP" e também "do modelo de contabilização feito pela ERC".

