Paquete de Oliveira, provedor da televisão pública de saída, diz no seu relatório de final de mandato que não tem “quaisquer elementos internos à função para constatar a interferência directa do Governo ou de outros grupos de interesse” na informação da RTP.
Num extenso relatório, Paquete de Oliveira diz, em forma de balanço, sobre a informação do canal público, que considera mesmo injustas as críticas “de carácter genético” à parcialidade da informação do canal, que é até, neste campo, “campeão de audiências”.
Para o provedor, são estas audiências do Telejornal que provam a confiança que o público tem nos jornalistas da casa e considera que estes profissionais mereciam mais respeito, refutando as acusações de favores “ao patrão”.
Paquete critica ainda o afastamento de comentadores como Marcelo Rebelo de Sousa e António Vitorino, considerando que este afastamento “tirará a RTP de um lugar privilegiado no campo de opinião”.
Também de saída, Adelino Gomes, provedor da rádio pública realça no seu relatório o fim do histórico “Lugar ao Sul”, de Rafael Correia, que considera “a jóia da corôa radiofónica do serviço público”, a ausência da chamada música pimba e do folclore, que, segundo o provedor, invadem as manhãs da TV, e acaba por questionar o papel do provedor num universo dos media onde impera a Internet e onde os agentes dos media já não contam só com um “ombudsman” mas sim com um vasto painel deles, todos com voz, nos blogues, twitters, e outros suportes.


