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Caso Antena 1 em audição na comissão de Ética

Pedro Rosa Mendes nunca foi avisado que as crónicas precisavam de “ajustamentos”

08.02.2012 - 11:42 Por Maria Lopes

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O cronista Pedro Rosa Mendes diz que nunca foi avisado de que as crónicas de opinião do programa Este Tempo, da Antena 1, precisavam de ser "reajustadas" e que a direcção estaria descontente com o rumo do programa, como o director de Programas sugerira há quase um ano ao então director-adjunto Ricardo Alexandre.

Ontem, o director Rui Pêgo exibiu na comissão de Ética um e-mail enviado a Ricardo Alexandre a 22 de Fevereiro do ano passado em que defendia que se devia "suspender" o programa. "E se for caso disso, mas tenho dúvidas, rever o lote de colaboradores", acrescentava o director de Programas na mensagem.

Também o ex-director de Informação afirmou que foi "sistematicamente dito [ao então director-adjunto] 'isto não está bem", mas que "absolutamente nada" mudou no programa. "Deu-se toda a margem de manobra para mexer no programa, mas nada foi feito."

O jornalista Pedro Rosa Mendes alega desconhecer tais ordens, já que "nada" lhe foi transmitido. "Nunca me foi dada uma reacção de especial desagrado", disse aos deputados. "Se as coisas de facto corriam tão mal, porque é que as pessoas não me disseram a mim? Não receio um combate de ideias. Percebo mal que se a coisa ia tão pobre, tão mal, ninguém me dissesse nada."

Cada colunista da rubrica Este Tempo deveria fazer a sua crónica com base numa área: Rosa Mendes sobre livros, António Granado acerca de tecnologia, Gonçalo Cadilhe falaria a partir do tema viagens, Raquel Freira deveria inspirar-se em filmes e Rita Mota em questões de lazer. Porém, aos poucos, os colunistas foram-se afastando da ideia inicial e cada um falava sobre o que queria, acabando por desvirtuar a filosofia da rubrica.

"O meu único interlocutor na RDP foi o director-adjunto. Foi ele quem me contratou, foi ele quem me despediu", contou Pedro Rosa Mendes. Quando os deputados quiseram saber a razão pela qual o jornalista nunca questionou os responsáveis da RDP sobre as razões para o fim da crónica, este respondeu que o seu interlocutor "era um dos responsáveis da Informação" e não lhe "ocorreria ir pedir contas a outro responsável". Além disso, "jamais" lhe "ocorreria perguntar a um suposto censor se estava fazer um acto de censura".

Questionado sucessivamente sobre as justificações para o fim da crónica, Pedro Rosa Mendes repetiu que a explicação que lhe foi dada pelo ex-director-adjunto - que as disse igualmente à ERC e ao Conselho e Redacção da RDP - foi que a sua crónica sobre a RTP e Angola "foi a causa directa".

Contou que Ricardo Alexandre lhe telefonou. "Afinal tinhas razão", terá dito: Pedro Rosa Mendes tinha desejado perante o director-adjunto, quando lançou a polémica crónica, que "o tema não fosse demasiado sensível", mas afinal fora. "Sem me dar detalhes, lamentou o fim da crónica e deixou claro que o fim do espaço Este Tempo tinha resultado não da administração, mas do director-geral. Passadas umas horas confirmei com uma fonte idónea da casa que era esta a versão", descreveu Rosa Mendes aos deputados.

Os palhaços ricos
O jornalista garante que "jamais" lhe passou pela cabeça "criticar a RTP enquanto instituição ou os seus profissionais". O que "esteve em causa", salienta, "foi uma emissão sobre Angola". E acerca de um comentário de Luís Marinho explicou: "O programa começou com três humoristas angolanos, a quem eu chamei palhaços ricos, e que gozaram com o Chefe de Estado português. Gostaria de saber se algum humorista português podia fazer o mesmo na Televisão Pública de Angola sobre o Presidente angolano. Não me referia a mais ninguém."

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resposta

Subscrevo na totalidade o acima referenciado, pena este jornalista não centrar a sua opinião na ...

Anónimo

23.02.2012 16:16

X

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