Pedro Passos Coelho preocupado com injustiças sociais e perigo de populismo

23.05.2008 - 10:13 Por Lusa
Pedro Passos Coelho afirmou ontem em Setúbal que Portugal é o “país europeu onde há maiores injustiças na distribuição do rendimento”, que há cada vez mais portugueses em situação de pobreza, e advertiu para os perigos do “populismo”.
“Quando uma grande fatia da população vive afastada da riqueza e do rendimento, é mais fácil, de forma populista, converter em votos essa insatisfação, com a promessa de que essa grande massa de pessoas que foram sendo excluídas da justiça social se possam apropriar da riqueza de meia dúzia”, disse Pedro Passo Coelho.
O candidato à liderança do PSD, que falou para cerca de duas centenas de militantes, numa sessão de esclarecimento que se prolongou por quase quatro horas, denunciou o agravamento das desigualdades sociais e alertou para o facto de haver cada vez mais portugueses a emigrar para conseguirem melhores condições de vida para as suas famílias.
“Talvez por isso as estatísticas do desemprego não traduzam fielmente a situação que se vive hoje em Portugal”, disse o antigo líder da JSD, que vai disputar a liderança do principal partido da oposição.
Candidatura para oferecer possibilidade de escolha
Questionado pelos jornalistas no final da sessão de esclarecimento, Pedro Passos Coelho recusou a possibilidade, sugerida por Paula Teixeira da Cruz, de se juntar à candidatura de Manuela Ferreira Leite.
“Não queremos brincar às candidaturas. Se queremos realmente permitir que as pessoas que estão fora do PSD percebam quais são as nossas diferenças de opinião e qual é a escolha que o PSD vai fazer, essa escolha exige que as candidaturas se possam sujeitar ao voto”, afirmou.
“Disse desde o início que a minha candidatura não era para marcar terreno para o futuro, era para oferecer ao PSD uma possibilidade de escolha, hoje. E eu respeitarei a decisão que os militantes do PSD vierem a tomar no final desta eleição”, acrescentou.
Sobre o debate agendado para hoje, na TVI, com Pedro Santana Lopes e Manuela Ferreira Leite, Pedro Passos Coelho disse esperar uma boa discussão que possa contribuir para “ajudar os militantes e o país a perceber um pouco melhor o confronto de ideias no PSD”.

