O Parlamento Europeu, reunido em Estrasburgo, deu hoje "luz verde" definitiva à implementação do sistema de navegação por satélites Galileo, que deverá estar operacional e pronto a rivalizar com o GPS norte-americano até 2013.
A posição, quase unânime, do hemiciclo põe fim a um longo processo e confere a base jurídica ao projecto, que dispõe já de um orçamento e de um plano de implementação detalhado.
No ano passado, o projecto Galileo chegou a estar seriamente ameaçado na sequência do fracasso das negociações com o sector privado - que forçava a União Europeia a arrecadar 2,4 mil milhões de euros, para além dos mil milhões já contemplados no orçamento para 2007-2013 -, tendo todavia sido alcançado um acordo entre os 27 durante a presidência portuguesa, no segundo semestre de 2007.
Hoje, o Parlamento Europeu aprovou um pacote de compromisso negociado com o Conselho sobre o regulamento que estabelece as regras de execução do Galileo. O comissário europeu com a pasta dos Transportes, Jacques Barrot, indicou que antes do final do ano serão assinados os contratos com a indústria.
Pensado em 2001 para pôr fim à dependência do sistema norte-americano GPS (de origem militar), o Galileo é composto por uma "constelação" de 30 satélites, colocados em órbita a cerca de 24 mil quilómetros de altitude.
A fase de implantação, que compreende a criação de todas as infra-estruturas espaciais e terrestres, deverá decorrer entre o corrente ano e 2013, ano em que o sistema deverá estar operacional.
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