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Discussão hoje no parlamento

Nova lei da TV: canais na Internet não vão precisar de licença

30.03.2007 - 15:46 Por Lusa

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O Governo defende que o acesso à actividade televisiva seja facilitado aos distribuidores de televisão em sinal condicionado via Televisão Digital Terrestre e via Internet e dificultado aos operadores e distribuidores de canais abertos.
Os canais de sinal condicionado devem ser beneficiados na TDT Os canais de sinal condicionado devem ser beneficiados na TDT ()

Argumentando dever existir uma "maior flexibilidade no acesso à televisão que não é de sinal aberto", o ministro dos Assuntos Parlamentares propôs hoje, no Parlamento, que os distribuidores de canais pagos de Televisão Digital Terrestre (TDT) possam modificar a sua oferta apenas com recurso a autorizações administrativas.

Esta proposta faz parte das alterações ao regime de acesso à actividade de televisão que, de acordo com o responsável pela tutela da Comunicação Social, é uma das grandes mudanças que constam da proposta governamental da nova Lei da Televisão, hoje debatida na Assembleia da República.

"O Governo defende, ao mesmo tempo, maior flexibilidade e maior exigência" relativamente às licenças necessárias para exercer a actividade televisiva, disse Augusto Santos Silva.

Segundo referiu, deve ser dada maior flexibilidade aos "distribuidores de televisão que operem na parte paga da Televisão Digital Terrestre", atribuindo-lhes "uma licença que lhes permita depois compor e recompor as suas ofertas de canais apenas com recurso a autorizações administrativas".

A flexibilização deverá, no entender do Governo, ser ainda maior quando o sinal de televisão seja difundido "através de redes abertas e virtualmente infinitas, como a Internet".

De acordo com o ministro dos Assuntos Parlamentares, a proposta de nova Lei da Televisão defende que os canais televisivos on- line não precisem de licença para emitir televisão, ficando sujeitos apenas a registo.

Já a atribuição e renovação das licenças dos operadores e distribuidores de televisão em sinal aberto deve responder a uma "maior exigência", avançou Augusto Santos Silva, lembrando que, num debate realizado em 2005, partidos políticos e Governo concordaram "na constatação de que o regime de licenciamento em vigor era demasiado permissivo, porque induzia renovações quase automáticas das licenças de televisão".

O aumento da exigência será feito através do acompanhamento pela Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC) "do cumprimento, por parte dos operadores licenciados, das respectivas obrigações legais e contratuais", sendo que a entidade "deve, ao renovar as licenças, actualizar tais obrigações", alegou.

Acompanhamento que implicará "avaliações intercalares, cada cinco anos [o período de vigência das licenças de televisão é de 15 anos], de que podem resultar recomendações" da ERC e que, segundo Santos Silva, visam "conceder maior estabilidade e certeza jurídica aos operadores".

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