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Nota da Direcção

10.10.2007 - 22:20

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1. A Direcção de Informação da RTP, não contente com os processos judiciais que moveu contra o PÚBLICO e um seu colaborador, entendeu ontem atacar este jornal com base numa inverdade e num preconceito.

2. Afirma a DI da RTP que a entrevista a José Rodrigues dos Santos foi realizada em Agosto e publicada em Outubro. É falso. O primeiro contacto com José Rodrigues dos Santos foi feito em Agosto para uma entrevista sobre o que é ser pivô de televisão. Tratava-se de um trabalho que estava em curso para ser editado na revista de domingo, a Pública, onde se faz o retrato de sete pivôs dos três canais nacionais. Rodrigues dos Santos exigiu responder por escrito, o que só foi aceite com a contrapartida de ele responder a novas questões que as suas respostas levantassem. Enviou as primeiras respostas no final de Agosto, e a partir de então a troca de e-mails prolongou-se até à semana anterior à saída da entrevista. Isso sucedeu porque Rodrigues dos Santos se afastou do tema das perguntas (que era o mesmo para todos os pivôs contactados), tecendo os comentários fortes que se conhecem, que exigiram novas questões. Mais: o PÚBLICO decidiu que não devia publicar a entrevista sem colher reacções às suas acusações, o que suscitou trocas de e-mails entre a jornalista que assina o trabalho e o próprio Rodrigues dos Santos. Em suma: o trabalho foi publicado quando ficou em condições de ser publicado, nem antes, nem depois.

3. Diz a DI da RTP que o PÚBLICO tem critérios editoriais insondáveis porque entendeu dar destaque às declarações de José Rodrigues dos Santos. Em qualquer parte do mundo onde exista liberdade de informação é notícia, e notícia a merecer o maior destaque, declarações como as enviadas ao PÚBLICO, por escrito, por Rodrigues dos Santos. E que recordamos: “ver o poder interferir despudoradamente na informação como eu vi desmotiva”; “na minha experiência, os governos contactam as administrações e de depois estas passam, ou não, os recados”; “ainda pago um preço elevado [por me ter oposto às interferências da administração]”; “sempre tive grande influência nos alinhamentos do Telejornal, mas hoje já não, e também por opção própria”; “se calhar não tinha recusado um convite das privadas: pagavam-me melhor e não tinha de me sujeitar a indignidades”. Quando, por opção própria, alguém como Rodrigues dos Santos fala assim sobre o canal do Estado, onde trabalha, não é preciso concordar ou discordar do conteúdo das suas acusações para lhes dar o destaque que merecem. Seguindo, naturalmente, um critério jornalístico. Não as destacar, sobretudo quando se inclui na mesma edição a reacção dos acusados, só poderia suceder seguindo um critério, esse sim, insondável.

A Direcção Editorial

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URL desta Notícia

http://publico.pt/1307138

Comentário + votado

Conselhos de Administração de RTP e outras empresas públicas

O Conselho de Administração da RTP deveria ser lembrado que são os cidadãos do Estado Democrático ...

jcvlgoncalves

14.11.2007 11:11

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