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Apple ganha batalha de preços contra indústria discográfica

Músicas no iTunes continuam a custar 99 cêntimos

03.05.2006 - 11:02 Por Rita Siza, PÚBLICO, Washington

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 (DR)
As músicas em formato mp3 à venda nas lojas on line iTunes vão continuar a custar 99 cêntimos (de dólar - cerca de 0,78 euros): a Apple, fabricante dos leitores iPod e detentora daquele serviço de venda de música digital, alcançou um acordo com as principais companhias discográficas americanas que assegura a manutenção do preço único para as canções disponíveis no vasto catálogo do iTunes.

Termina assim um braço-de-ferro de meses que opôs o CEO (presidente executivo) da Apple, Steve Jobs, às quatro maiores editoras de música dos Estados Unidos. Perante a aproximação da data de renovação dos contratos com o serviço iTunes, a Universal, Warner Music, EMI e Sony BMG estavam concertadamente a pressionar a Apple para renegociar os termos da disponibilização das suas músicas on line, procurando estabelecer uma tabela variável que determinasse preços mais altos para as músicas mais populares e novos lançamentos.

"Ganância", acusou Steve Jobs, que argumentou com a relativa novidade e fragilidade do mercado da venda de música on line - o serviço iTunes, que controla cerca de 80 por cento do mercado, foi criado em 2003 -, e também com a simplicidade e facilidade para os consumidores. "Se os preços subirem, os consumidores voltarão a recorrer aos downloads ilegais e à pirataria, e nesse cenário todos perdem", comentou.

Para as editoras, ao determinar um preço unitário de 99 cêntimos por música, a Apple tinha fixado um benchmark (termo de comparação) demasiado baixo, abusando da sua posição dominante e virtualmente impedindo a concorrência e competitividade no mercado dos downloads de música. Mas a menos de um mês de expirarem os contratos, as quatro maiores empresas discográficas do mundo acabaram por "sucumbir" perante os argumentos de Steve Jobs. Num discreto comunicado, as partes anunciaram ter chegado a acordo para a manutenção do preço único de 99 cêntimos por música, sem revelar a duração das novas licenças ou se foram introduzidas alterações aos anteriores termos contratuais do relacionamento entre as editoras e a loja iTunes.

Igualmente, nenhum dos intervenientes no negócio esteve disponível para prestar declarações à imprensa ou ao mercado (as acções da Apple fecharam com um ganho de 1,1 por cento para os 69,60 dólares, mas acabaram por disparar oito por cento no trade depois do fecho do mercado, quando o acordo foi anunciado).

Segundo se especulava nos mercados, as editoras teriam interesse em encurtar o prazo de validade do contrato, ganhando assim algum tempo e margem de manobra para revisitar a sua intenção de subir os preços num futuro próximo. As companhias discográficas poderão ainda ter exigido à Apple que promovesse uma maior interoperabilidade entre o iTunes e outros serviços de download de música, ou que tomasse medidas de salvaguarda contra a pirataria.

De acordo com os últimos dados recolhidos pela Nielsen Soundscan, as vendas de música on line cresceram 194 por cento no ano passado, para 352 milhões de canções. Em contrapartida, a venda de álbuns caiu 3,9 por cento em 2005. Apesar do boom do mercado on line, as vendas digitais ainda só representam cerca de cinco por cento dos lucros totais das companhias discográficas.

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Comentário + votado

Em Portugal, as músicas do iTunes custam 99 cêntimos... de euro!

Penso que o começo da notícia está um pouco infeliz porque o preço de 99 cêntimos de dólar é só nos ...

Anónimo

04.05.2006 17:33

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