O grupo Motorpress iniciou hoje um processo de despedimento colectivo de 28 funcionários, tendo ainda decidido encerrar duas das revistas da empresa dedicadas ao sector automóvel, a "Automagazine" e a "Maxi Tuning", para reduzir custos.
A notícia, avançada pelo site Meios e Publicidade, adianta que os despedimentos atingem 11 jornalistas, sendo os restantes funcionários de várias áreas da editora, entre as quais os despartamentos gráfico e administrativo.
As dificuldades da editora Motorpress já tinham sido demonstradas anteriomente, quando a empresa prescindiu de cerca de 10 colaboradores e decidiu cortar os salários em 10 por cento.
A Lusa tentou contactar o administrador delegado da Motorpress, João Ferreira, que não estava disponível.
Este despedimento colectivo num grupo de media vem juntar-se a vários outros já registados ao longo deste ano, sendo que o número de trabalhadores despedidos de empresas de comunicação social já ultrapassa os 180.
O maior número registou-se logo em Janeiro, quando a administração da Controlinveste deu início a um processo de despedimento colectivo que abrangeu 119 colaboradores de diferentes áreas do grupo.
Em Abril foi a vez da Cofina dar início a um processo de despedimento colectivo de 10 pessoas, reduzindo em 2,5 por cento o número dos seus trabalhadores na subholding Presslivre.
No mesmo mês, foram dispensados 12 funcionários da Media Capital Edições.
No início de Julho, a administração do jornal Metro anunciou aos trabalhadores ter iniciado um processo de despedimento colectivo de 19 funcionários, tendo a redacção ficado reduzida a quatro jornalistas e a empresa a 23 trabalhadores.
Também em Julho, a Empresa Diário de Notícias (EDN) anunciou que decidiu iniciar um processo de despedimento colectivo para reduzir 13 postos de trabalho neste órgão de comunicação social madeirense.
Em Outubro, a Media Capital Rádios (MCR) avançou com um processo de despedimento colectivo que abrange 10 trabalhadores do Rádio Clube Português.


