Microsoft oferece recompensa de 193 mil euros pelo criador do vírus Conficker

13.02.2009 - 16:24 Por Lusa, PÚBLICO
A Microsoft pôs a cabeça do criador do Conficker a prémio. A multinacional oferece 193 mil euros a quem forneça informações que levem a encontrar o responsável pelo vírus informático.
O Conficker, também conhecido por Downadup, é um vírus que se tem espalhado por milhões de computadores em todo o mundo através da internet ou de dispositivos de armazenamento, como as pen drive. O vírus afecta os computadores que tenham o Windows instalado.
"Esperamos que estes esforços ajudem a controlar a ameaça do Conficker" afirmou o responsável pela segurança da Microsoft, George Stathakopoulos.
Apesar da Microsoft ter lançado actualizações para a protecção contra o Conficker, espera também que essas actualizações sejam espalhadas pelos consumidores através da difusão desta notícia de recompensa.
“Criar software malicioso como este é um acto criminoso”, disse outro responsável pela segurança da empresa, Cliff Evans, ao “Times Online”. “Nós queremos trazer os criminosos para a justiça”, acrescentou.
Segundo o jornal britânico, esta não é a primeira vez que a Microsoft oferece uma recompensa pela captura de criminosos deste género. Em 2003 foram oferecidos cerca de 390 mil euros pelos autores de outros vírus muito difundidos na altura, o Blaster e o Sobig. Em Maio de 2004, a Microsoft pagou 193 mil a euros a um grupo de estudantes alemães, cujo colega de turma, Sven Jaschan, foi o autor de outros dois “worms” informáticos famosos, o Sasser e o Netsky. Jaschan ficou nove meses em liberdade condicional.
De acordo com o “Times” existe um aspecto peculiar em todo este caso que é não se saber precisamente para que é que o Conficker serve. “É como se alguém tivesse reunido um exército de computadores à volta do mundo, mas ainda não decidiu para onde apontá-los”, referiu Graham Cluley, um especialista em segurança, ao diário inglês.
“Se eles [os criminosos] não estiverem assustados, não são 193 mil euros que vão proteger qualquer informação. Precisamos de nos lembrar que as pessoas por detrás de um ataque como estes são criminosos organizados. Já não estamos a lidar com adolescentes com borbulhas na cara”.

