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Social-democrata acusa Governo de "influência permanente" nos órgãos de informação

Menezes considera "infame e revoltante" reduzida presença do PSD nos noticiários da RTP

01.04.2008 - 18:20 Por Lusa

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Menezes garante que "os jornalistas sentem na pele" a "influência permanente" que o Governo quer ter no sector Menezes garante que "os jornalistas sentem na pele" a "influência permanente" que o Governo quer ter no sector (Ricardo Brito (arquivo))
Luís Filipe Menezes considera "absolutamente infame e revoltante" que o PSD tenha apenas 17 por cento de "tempo de antena" nos noticiários da RTP, como indica o relatório da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), acusando o Governo de exercer uma "influência permanente" nos órgãos de informação.

"É absolutamente infame e revoltante, mas compreensível, com um primeiro-ministro e um ministro do sector que querem ter uma influência permanente sobre aquilo que é a comunicação em Portugal", reagiu o líder do PSD, que falava aos jornalistas na aldeia da Estrela, concelho de Moura, onde acompanhava uma visita do grupo parlamentar social-democrata a municípios abrangidos pelo empreendimento de Alqueva.

Menezes comenta, assim, o relatório sobre pluralismo político-partidário que a ERC entregou ontem na Assembleia da República e segundo o qual o PSD é sistematicamente sub-representado nos blocos informativos da RTP, enquanto que o PS é "apagado" como partido autónomo do Governo.

A presença do Governo e do PS na RTP1 e RTP2 chegou aos 56,23 por cento, ultrapassando o valor de referência apontado pela ERC com base na representatividade eleitoral, que era de 50 por cento, é referido. Já a presença do PSD, enquanto maior partido da oposição, ficou aquém do valor de referência dado pela ERC (27,67 por cento), apresentando-se com 17,78 por cento.

Menezes garante que "os jornalistas sentem na pele e nos diferentes órgãos de comunicação" a "influência permanente" que o Governo quer ter no sector. "Parafraseando o doutor Mário Soares, as televisões privadas são legitimamente viradas para os consumidores. A televisão pública é virada para a cidadania e para o cidadão", ironizou, salientando ser "absolutamente inaceitável o que está a acontecer".

O líder social-democrata sublinhou que no relatório da ERC "ainda não estão contabilizados, por exemplo, os programas de grande informação" da RTP, como o que "acontece na segunda-feira à noite", numa referência ao "Prós e Contras", indicando que "aí, a discrepância é de 20 para um".

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Imparcialidade, precisa-se.

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) não usou da necessária isenção e ...

Manuel Pavia

02.04.2008 12:50

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