Alemanha

Media: Reinhard Mohn, criador do império mediático Bertelsmann, morreu aos 88 anos

04.10.2009 - 18:43 Por Lusa

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Mohn dirigiu pessoalmente a Bertelsmann entre 1947 e 1981 Mohn dirigiu pessoalmente a Bertelsmann entre 1947 e 1981 (Juergen Schwarz/Reuters (arquivo))
O magnata alemão Reinhard Mohn, que edificou um dos maiores impérios mediáticos do mundo, a Bertelsmann, proprietária em Portugal das livrarias Bertrand e do Círculo de Leitores, morreu ontem aos 88 anos, foi hoje anunciado.

Mohn dirigiu pessoalmente a Bertelsmann entre 1947 e 1981, e tornou-a um dos maiores consórcios mundiais dos meios de comunicação.

Com sua mulher Liz Mohn, que preside agora aos destinos do grupo, Reinhard Mohn representava a quinta geração de uma família de empresários.

Nascido a 29 de Junho de 1921, em Gueterloh, onde ainda hoje se situa a sede da Bertelsmann, era bisneto do fundador da editora e homem que lhe deu o nome, Carl Bertelsmann.

Durante a II Guerra Mundial foi tenente da força área nazi (Luftwaffe), e feito prisioneiro pelo exército norte-americano. Após a sua libertação, em 1947, Reinnhard Mohn assumiu a presidência de uma empresa literalmente arruinada.

Os bombardeamentos aliados tinham destruído a tipografia do grupo, depois de os nazis terem encerrado a editora por razões políticas, em 1944.

A história de sucesso da Bertelsmann começou com a ideia de Reinhard Mohn de criar um círculo de leitores, nos moldes em que ainda é conhecido actualmente, com associados que têm acesso a edições exclusivas, a preços módicos.

O volume de vendas duplicou de ano para ano e o grupo expandiu-se para os sectores da distribuição, da publicação de revistas, dos serviços e finalmente para a televisão, com a cadeia privada RTL.

Mohn estava para o mundo dos livros e da comunicação como Max Grundig, o fundador da célebre marca alemã, para o mundo da electrónica, dizia-se então.

Mohn sempre se considerou “um empresário, e não um editor”, mas devido aos seus elevados padrões morais e empenho social era considerado na Alemanha um empresário-modelo.

Em 1977, criou a Fundação Bertelsmann, transferindo para esta instituição de utilidade pública, que financia inúmeras obras sociais, a maioria do capital da Bertelsmann AG. A fundação tornou-se assim a principal accionista do grupo, com 76,9 por cento das acções.

O grupo emprega hoje mais de 100 mil pessoas e está presente em mais de 50 países do mundo, incluindo Portugal.

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