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Jornalista da SIC diz que o termo "calhandrice" é extraordinário

Mário Crespo: "Começa a haver demasiados problemas resolvidos"

02.02.2010 - 13:35 Por Sofia Rodrigues

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 (Pedro Cunha (arquivo))
O jornalista da SIC Mário Crespo afirmou hoje que "começa a haver demasiados 'problemas' resolvidos em Portugal", referindo-se a jornalistas que terão sido afastados de órgãos de comunicação social por serem vozes incómodas para o Governo.

"Nesta direcção do JN, sou um problema resolvido; Moura Guedes é um problema resolvido na direcção da TVI; José Eduardo Moniz é um problema resolvido na direcção da Media Capital; José Manuel Fernandes é um problema resolvido no PÚBLICO", disse Mário Crespo, em Guimarães, onde vai fazer uma intervenção nas jornadas parlamentares do CDS.

"Começa a haver demasiados 'problemas' resolvidos em Portugal e é altura de nos consciencializarmos das soluções que estão a ser aplicadas não as mistificarmos com nada", disse.

Numa crónica divulgada ontem no site do Instituto Sá Carneiro (depois da recusa do JN em a publicar), Mário Crespo revela que terá sido referenciado pelo primeiro-ministro como "um problema a resolver", durante um almoço com os ministros dos Assuntos Parlamentares e da Presidência, num restaurante em Lisboa.

Essa conversa, em que Sócrates também se terá referido ao profissional da SIC como um "louco", chegou ao conhecimento de Mário Crespo através de uma outra pessoa, numa mesa próxima. O jornalista assegura que nunca irá revelar o nome dessa pessoa, e confirma que era Nuno Santos, director-geral da SIC, que também estava no restaurante naquele dia, numa outra mesa.

Em reacção ao termo "calhandrice" utilizado por fonte não identificada do Ministério dos Assuntos Parlamentares para se referir a este caso, Crespo diz ser "extraordinário". "Só alguém que conhece bem o seu significado é que o usaria. Eu nunca me lembro de ter usado o termo", disse.

Questionado pelos jornalistas qual a razão de o artigo ter sido publicado no site do instituto ligado ao PSD, Mário Crespo diz não saber como é que isso aconteceu. O jornalista assegura que, no domingo, enviou o texto pelas vias normais (para dois endereços de e-mail do JN) e só na segunda de manhã foi alertado para a publicação no site do Instituto por uma notícia no site do jornal PÚBLICO.

O jornalista afirma ter, ontem de manhã, contactado Zita Seabra (da editora Altheia), para publicar um livro em que essa crónica será um "elemento determinante". O livro é lançado já na quinta-feira, com prefácio de Medina Carreira.

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Dá que pensar...

Independentemente de considerar se Mário Crespo tem razão ou inventou tudo, se é ...

Anónimo

03.02.2010 17:17

X

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