A revista norte-americana "Life", que desde 2004 passou a ser distribuída gratuitamente, nas edições de fim-de-semana de 103 jornais nos Estados Unidos, vai dizer adeus ao jornalismo imprenso e passar a ter apenas existência num portal de Internet.
O título, propriedade da gigante Time, sairá pela última vez, em versão impressa a 20 de Abril. Depois perpetua-se na Web, uma decisão, explicada como tantas outras, nos últimos tempos, pelo declínio da indústria do impresso.
“Crescer é assumir riscos e o potencial da "Life" é enorme. Mas, infelizmente, os tempos estão contra nós e o mercado transformou-se radicalmente desde 2004 e já não faz sentido manter a Life como suplemento de fim-de-semana”, disse Ann Moore, presidente da Time, citada ontem pelo diário espanhol "El Mundo".
O futuro da "Life" traduz-se num grande portal na Internet. Uma colecção de dez milhões de imagens, que será a mais importante sobre a história do século XX, com acesso gratuito, é apenas um dos aspectos em preparação.
De acordo com o "El Mundo", mais de 97 por cento do arquivo da revista nunca foi visto pelo grande público. O portal deve estar pronto no final deste ano.
A "Life", que nasceu ainda no século XIX, foi adquirida pela Time em 1936. A edição do título teve altos e baixos: começou com periodicidade semanal, que se manteve até 1972. Seis anos depois passou a ser publicada mensalmente. E na altura da primeira Guerra do Golfo, em 1991, retomou a periodicidade semanal. Em 2000 interrompeu o contacto com os leitores e em 2004 passou a suplemento de vários jornais.


