O jornalista do “Guardian” Rory Carroll, o cidadão irlandês de 33 anos ontem sequestrado no Iraque, foi hoje libertado ileso, segundo avançou um porta-voz do jornal.
Carrol, correspondente do “Guardian” em Bagdad nos últimos nove meses, estava em serviço quando foi sequestrado por um grupo de homens armados. Segundo a televisão romena Realitatea - para quem o jornalista trabalhava como "free-lancer" -, Carroll terá sido raptado quando tentava recolher a opinião dos iraquianos sobre o julgamento de Saddam Hussein.
“Ele apenas disse ‘estou são e salvo’”, avançou o pai do jornalista, Joe Carroll, citado na edição online do “Guardian”. Também um porta-voz do jornal britânico confirmou a libertação do repórter, indicando que se aguardavam mais pormenores sobre o caso.
O pai de Carroll adiantou ainda que o filho o contactou para a sua casa em Dublin e que lhe assegurou “que tinha sido libertado, que se encontrava bem e que estava em instalações do Governo iraquiano a beber uma cerveja”.
Segundo a mesma fonte, o jornalista terá dito que tinha estado numa cela e que “representantes do Governo iraquiano” foram em sua busca e que tinham uma carro à sua espera. “Estive todo o tempo em Bagdad”, disse o jornalista ao pai.
Os rebeldes iraquianos já raptaram mais de 220 estrangeiros. O último rapto de que se tem conhecimento ocorreu em Setembro, quando um vídeo publicado na internet mostrou Garabet Jekerjian, um libanês, a ser ameaçado com uma arma.
A Irlanda, país natal de Rory Carroll, nunca apoiou a intervenção dos Estados Unidos no Iraque.


