O jornal i venceu o prémio máximo da Society for News Design (SND). O júri considerou que o matutino lançado em 2009 tem o “melhor design do mundo”.
“Nesta era de grande sublevação nos media, a decisão foi tomada pelo critério da inovação”, explicaram numa nota conjunta os jurados, cinco profissionais da comunicação da Alemanha, dos Estados Unidos da América (EUA), da Rússia e do Canadá.
Considerando que muitas publicações, devido à crise, têm revelado grande “tenacidade” e “inteligência” para se reforçarem, os responsáveis sublinharam que “o jornal diário português i se destacou pela sua habilidade em aproveitar da melhor maneira a linguagem visual dos jornais, revistas e outras publicações, e criar algo novo que é mais do que a soma das partes”.
Segundo os membros do júri, o jornal i (o ‘i’ serve de abreviatura de informação) “é compacto, é fresco, é consistente, mas ainda assim cheio de surpresas”.
O seu formato ao estilo das revistas é elogiado, bem como o facto de conter muita informação, porém, “extremamente bem organizada”.
O jornal i “anda na linha entre um jornal e uma revista com perfeito balanço”, destaca o júri, frisando que o matutino oferece “os conteúdos tradicionais dos jornais com uma nova e atraente apresentação”.
A qualidade das capas do diário é realçada, no sentido em que “apelam à curiosidade do leitor” e, um dos júris, a propósito da edição que trazia o escritor José Saramago como ilustração, disse que a mesma “é fantástica”. O responsável assinalou que “cada página oferece coisas que só dão vontade de devorar”.
Entre inúmeras outras considerações positivas sobre o i, o júri admite que o jornal possa “inspirar os jornalistas e editores visuais em qualquer parte do mundo para que repensem os seus modelos e criem novos que melhor sirvam as suas audiências”.
E concluem: “Encorajamos todos os designers a aplicarem semelhante criatividade e tenacidade para encontrarem a sua própria voz, expressando-a com convicção e excelência, independentemente do número de funcionários ou da capacidade de acesso a outros recursos”.


