Jornais diários generalistas perderam nove mil exemplares por dia em 2010

28.12.2010 - 19:17 Por Maria Lopes
Nos primeiros dez meses deste ano venderam-se, em média, menos nove mil jornais diários generalistas do que em igual período do ano passado. Já os gratuitos aumentaram a distribuição em quase um quinto.
Esta quebra no conjunto dos cinco diários generalistas representa uma contracção de perto de três por cento deste segmento do mercado em relação a 2009, segundo os dados mais recentes da APCT – Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação.
O Correio da Manhã mantém a liderança das vendas (126.719 jornais por dia), e conseguiu mesmo alargar a distância em relação ao Jornal de Notícias: o diário do grupo Cofina viu as suas vendas (em banca, em bloco e por assinatura) crescerem 6,9 por cento (mais oito mil exemplares por dia), ao passo que o jornal da Global Notícias registou uma quebra de 7,2 por cento, para uma média de 84.815 exemplares por dia.
O PÚBLICO perdeu 10,7 por cento, vendendo, no conjunto dos 10 meses, uma média de 33.923 jornais por dia. Uma análise mensal permite perceber que há uma tendência de recuperação entre os 32.533 exemplares em média de Janeiro e os 35.468 de Outubro. Ainda abaixo, porém, da média dos mesmos 10 meses de 2009, quando as vendas foram, em média, de 37.996 jornais.
Outra quebra muito acima da média do segmento foi a do Diário de Notícias: os 4.367 jornais vendidos a menos por dia, num total de 30.040, significam uma descida de 12,7 por cento. Já o diário do grupo Lena, o i, caiu 17,5 por cento, vendendo agora uma média de 10 mil exemplares por dia.
Gratuitos em crescimento
Pelo contrário, os três gratuitos colocaram nas ruas mais 56 mil exemplares, num total de 360 mil jornais. Em média, o Metro distribuiu diariamente 108.780 jornais, o Destak 111.316 e o Global, até ser encerrado pelo grupo Controlinveste no início do Verão, entregava 139.636 exemplares.
No caso dos semanários de informação geral, as alterações de vendas não são muito expressivas. A única excepção foi a revista Focus, do grupo Impala, que subiu 367,5 por cento para os 13.515 exemplares. A Sábado, do grupo Cofina, perdeu 4,9 por cento, descendo de 79 mil para 75 mil revistas por semana, enquanto a rival Visão cresceu ligeiramente (1,1 pontos), para os 102.095 exemplares.
O jornal Sol manteve-se na casa dos 43.800 exemplares - embora tenha tido um mês de Fevereiro excepcional, com vendas de 85 mil exemplares ainda por causa da polémica das escutas -. E o líder do segmento, o Expresso, perdeu 1500 exemplares, rondando agora os 110.500 exemplares por semana.
Os dois desportivos auditados estagnaram: O Jogo vendeu, em média, 29.471 exemplares, e o Record (71.690) recuperou meio milhar. A Bola não é associada da APCT, pelo que não são conhecidas as suas vendas.
Em tempo de crise, os dois títulos económicos diários tiveram, no seu conjunto, maior procura. O Diário Económico subiu 5,2 por cento (para 15.490 jornais) e o Jornal de Negócios perdeu 200 exemplares, vendendo, em média, 9463 jornais.

