Google junta-se à Comissão Europeia em caso contra o monopólio da Microsoft

25.02.2009 - 17:59 Por Reuters, PÚBLICO
A Comissão Europeia ganhou um novo apoio na sua batalha contra a Microsoft. A Google mostrou o seu interesse em apresentar-se como parte no processo antimonopólio que a Comissão Europeia (CE) abriu em Janeiro e que põe em causa o “browser” (software de navegação na internet) Internet Explorer que é pré-instalado com o Windows.
“A Google acredita que o mercado de 'browsers' ainda é muito pouco competitivo, o que retarda a inovação para os utilizadores”, disse o vice-presidente da gestão de produtos da Google, Sundar Pichai, num comunicado emitido num blogue oficial.
No ano passado, a Google, que detém o maior motor de pesquisa da internet e controla o mercado de publicidade online, lançou o seu próprio “browser”, o Chrome, que tem apenas 1 por cento do mercado, refere o site do “El País”.
A empresa norte-americana junta-se assim à Mozilla, criadora do “browser” Firefox e à empresa de capital privado norueguesa Opera nas críticas contra a Microsoft.
Em Janeiro, os reguladores europeus apresentaram queixas formais contra a Microsoft por abusar da sua posição dominante no mercado ao agregar o Internet Explorer ao sistema operativo Windows, que é usado em cerca de 95 por cento dos computadores pessoais em todo o mundo.
Se forem confirmadas os pontos preliminares da declaração de objecções da CE, a Microsoft pode estar sujeita a uma multa e à desvinculação do seu próprio “browser” do Windows ou à inclusão dos outros “browsers” nesse sistema operativo.
A este respeito os responsáveis pelo Firefox (o mais sério concorrente do Internet Explorer) já mostraram reticências face à possibilidade de poderem vir a ser incluídos no Windows.
Esta não é a primeira vez que a Microsoft enfrenta um processo do género na Europa. Em 2007, os tribunais europeus confirmaram as conclusões da CE sobre a violação de leis antimonopólio ao vincular o leitor digital Windows Media Player ao Windows. Também foi provado que a Microsoft usava práticas ilegais contra o leitor da RealNetworks, o Real Player. A empresa foi multada em mais de 1,5 mil milhões de euros.

