O Google anunciou na terça-feira que não vai continuar a gerir publicidade na imprensa escrita. O motor de busca mais importante da internet tinha desde Novembro de 2006 o serviço “Google Print Ads” que fazia a ligação entre os interessados em pôr publicidade na imprensa e os jornais, mas de acordo com o director, o serviço não teve o impacto desejado.
“Apesar de esperarmos que o Print Ads gerasse uma nova fonte de lucro para os jornais e produzisse publicidade mais relevante para os consumidores, o produto não criou o impacto que nós – ou os nossos parceiros – queríamos”, disse o director do Print Ads, Spencer Spinnell, no blogue oficial.
O serviço já contava com mais de 800 jornais norte-americanos, e trabalhava há pouco mais de dois anos. “Estamos a libertar estes recursos para tentar criar soluções online novas e inovadoras que tenham um impacto significativo nos utilizadores, na publicidade e nas publicações”, referiu o director, numa altura em que a imprensa continua a diminuir as vendas e a cortar postos de trabalho.
Segundo Spencer Spinnell, o Google acredita que um jornalismo preciso, justo e notícias em tempo real são ingredientes fulcrais para uma democracia saudável. Por isso a empresa vai manter uma equipa que continua à procura de novas formas de “ajudar os jornais”.


