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Pai de Madeleine ouvido no Parlamento inglês

Gerry McCann critica “conduta vergonhosa” dos meios de comunicação

10.03.2009 - 18:40 Por Romana Borja-Santos

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Imagem do jornal "Daily Mail" onde se lê que "o casal passou de vítima a suspeito" Imagem do jornal "Daily Mail" onde se lê que "o casal passou de vítima a suspeito" (José Manuel Ribeiro/Reuters (arquivo))
Gerry McCann, pai de Madeleine, que foi ouvido na comissão permanente do Parlamento inglês para os assuntos de Cultura, Desporto e Comunicação Social, criticou hoje o comportamento dos jornalistas, pela forma como cobriram o desaparecimento da menina inglesa. De acordo com o médico, a sua família foi “destruída”, em especial pelas notícias inventadas e que considera terem prejudicado as buscas, pelo que apela a mais e melhor regulação.

O pai de Maddie considera que as consecutivas notícias sobre a possibilidade de a menina, desaparecida na praia da Luz (Algarve) em Maio de 2007, estar morta poderiam ter feito as buscas abrandar ou mesmo parar. Por outro lado, Gerry McCann criticou o estatuto de arguido que lhe foi atribuído a ele e à sua mulher, Kate, e que foi levantado o ano passado, por a partir daí os jornalistas se terem centrado em levantar dúvidas sobre um possível homicídio cometido pelos pais, em vez de continuarem a ajudar a encontrar a menina, agora com cinco anos.

“Embora os elementos da cobertura mediática tenham sido indubitavelmente úteis na busca de Madeleine, a nossa família foi o foco de alguns dos conteúdos mais sensacionalistas, falsos, irresponsáveis e prejudiciais na história da imprensa”, lamentou Gerry McCann, citado pela edição online da BBC. “Se não fosse pelo amor e pelo apoio tremendo da nossa família, amigos e público em geral, esta conduta vergonhosa – particularmente nas circunstâncias trágicas em que nos vimos – poderia ter conduzido à completa destruição da nossa família”, prosseguiu.

De acordo com Gerry, os meios de comunicação estavam mais interessados em escrever sobre o casal do que sobre a procura da menina inglesa. “Ver um título de primeira página a insinuar que se está envolvido no desaparecimento da própria filha é incrível, inacreditável e entristecedor”, desabafou.

O médico afirmou, ainda, que sentiu muitas vezes que os jornalistas não tinham nada para escrever mas que eram pressionados pelos meios onde trabalhavam para apresentar longos textos que alimentavam a venda dos jornais. E acrescentou, citado pela edição online do diário inglês “Guardian”: “A Madeleine tornou-se num produto e os lucros tinham que ser feitos”. Para Gerry, um outro problema estava na actuação da polícia portuguesa que fez poucas declarações públicas sobre o caso, o que fez com que muitas mentiras e especulações fossem alimentadas, em especial com o estatuto de arguido.

A comissão parlamentar britânica está a realizar um inquérito sobre as normas aplicadas ao trabalho jornalístico, em especial no que diz respeito à privacidade dos envolvidos e aos casos de difamação, para saber o que falhou no caso Maddie. Além do pai da menina, a comissão vai interrogar Clarence Mitchell, porta-voz do casal, e Adam Tudor, advogado do gabinete Carter-Ruck que representou Kate e Gerry nos processos que interpuseram contra vários órgãos de informação no Reino Unido. A maior indemnização conhecida veio do grupo “Express”.

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Parabéns............

É de dar os Parabéns a estes comentadores: Esses "mccann", são uns bandidos sem escrúpulos...

Anónimo

17.03.2009 15:14