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Debate mensal no Parlamento

Francisco Louçã denuncia clima de perseguição e chantagem aos grevistas

31.05.2007 - 19:22 Por Lusa

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Processo de designação da arbitragem para a definição dos serviços mínimos foi considerada batota e fraude Processo de designação da arbitragem para a definição dos serviços mínimos foi considerada batota e fraude (Carlos Lopes/PÚBLICO (arquivo))
O Bloco de Esquerda denunciou hoje a existência de um clima de “pressão”, “chantagem” e “perseguição” em relação aos trabalhadores que fizeram greve geral e pediu um consenso em torno da construção do novo aeroporto.

“Não trate os grevistas de forma preconceituosa”, disse o coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, ao primeiro-ministro, José Sócrates, no final da primeira ronda do debate mensal no Parlamento.

Francisco Louçã caracterizou como “batota” e “fraude” o processo de designação da comissão de arbitragem para a definição dos serviços mínimos da greve geral, alegando que a maioria dos seus membros tem uma ligação ou ao Governo, ao PSD ou ao CDS-PP.

“Houve procedimentos de pressões e de chantagens intoleráveis numa democracia moderna em relação aos trabalhadores. Não toque num cabelo dos grevistas, porque o direito à greve é uma componente essencial da democracia”, declarou Louçã, depois de apontar casos de “processos” e de “castigos” em empresas como o metro de Lisboa ou a Carris.

Na resposta, o primeiro-ministro garantiu ter “consideração por quem luta pelos seus direitos” e sublinhou o seu “respeito pelo direito à greve”.

No entanto, na questão da arbitragem, Sócrates contrariou Louçã ao sublinhar que os membros da comissão de arbitragem “são pré-seleccionados por consenso na concertação social e depois sorteados”.

Longe de ficar satisfeito com a resposta do primeiro-ministro, o coordenar da Comissão Política do Bloco de Esquerda reagiu com ironia na sua réplica.

“É verdade, eles foram sorteados. Essas pessoas da comissão de arbitragem tiveram tanta sorte que devia jogar no euromilhões, porque são sempre os mesmos: assessores do Governo a decidirem em empresas estratégicas. Este método é uma vergonha e uma batota”, concluiu.

Ota já sem consenso

“O consenso de 1999 para a construção do aeroporto da Ota está morto e o debate perdeu serenidade, sendo feito com base em argumentos inconsistentes e irrelevantes”, defendeu Louçã, numa alusão indirecta a recentes declarações de Mário Lino.

Em seguida, o líder do Bloco de Esquerda propôs que, até Dezembro, sejam estudadas todas as alternativas para se concluir “qual a melhor solução em termos de consistência e de custos”.

“Estou preparado para um debate [sobre o novo aeroporto] sem preconceitos. Sem preconceitos também significa admitir que a decisão tomada em 1999 [a favor da Ota] pode ser correcta”, replicou o chefe do Governo.

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F. L. entende que os trabalhadores devem ter um tr...

F. L. entende que os trabalhadores devem ter um tratamento acima da lei? Ainda por cima de leis em ...

Anónimo

01.06.2007 08:27