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Candidata diz que PS já está a reagir às críticas do PSD com medidas sociais

Ferreira Leite gostava de contribuir para que Sócrates dormisse “menos bem"

22.05.2008 - 19:44 Por Lusa

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Ferreira Leite reconheceu que todos os governos falharam nas medidas para o interior Ferreira Leite reconheceu que todos os governos falharam nas medidas para o interior (Nuno Ferreira Santos (arquivo))
A candidata à presidência do PSD Manuela Ferreira Leite considerou hoje que "gostaria muito" que a partir do dia 31 de Maio, dia em que se realizam as eleições directas para eleger o novo líder do partido, o primeiro-ministro "passasse a dormir um bocadinho menos bem" e que ficaria "satisfeita" se pudesse "contribuir para isso".

Ferreira Leite afirmou, na apresentação da sua candidatura, que "ficaria satisfeita se pudesse, de alguma forma, contribuir para isso", mas reconheceu que é aos militantes que "de uma forma independente, autónoma, consciente e responsável" compete escolher o novo presidente do PSD.

Na sua intervenção, Manuela Ferreira Leite indicou que o primeiro-ministro apresentou medidas de carácter social numa "reacção" às intervenções que tem feito durante a campanha para as eleições no partido. "Pela primeira vez, ontem, o primeiro-ministro foi à Assembleia da República (AR), no debate quinzenal, e não creio que tenha sido por acaso que se lembrou de ir apresentar medidas na área social", declarou. "Eu estou convicta de que foi uma reacção às nossas intervenções, o que nos dá aquela esperança de que quando somos ouvidos, podemos melhorar a actuação do Governo", disse. "Pelos vistos, passámos a ser ouvidos", observou também.

"Se não fosse por mais nada, eu diria que já tinha valido a pena esta campanha", acrescentou. "Não que as medidas que anunciou resolvam seja o que for, mas já não foi capaz de passar pela AR, falar do país e não falar destes problemas, coisa que já não víamos fazer há muito tempo", considerou Manuela Ferreira Leite, na intervenção proferida para cerca de centena e meia de militantes e apoiantes da sua candidatura.

A candidata à liderança do PSD referiu que "talvez esta intervenção do primeiro-ministro" lhe tenha "dado um novo alento" e "tenha pensado que vale a pena nós fazermos oposição, que vale muito a pena não fazermos oposição de uma forma qualquer". Em sua opinião, "descredibiliza bastante nós criticarmos tudo e todos, por cada medida com que o Governo sai". "Não creio que seja forma de fazer oposição, porque, esse tipo de oposição descredibiliza quem a faz e, ainda por cima, não faz com que nos ouçam quando nós temos razão", afirmou.

“Qualquer dia ninguém acredita em Sócrates

Sobre este assunto disse que "é a velha história do Pedro e do lobo. Tanto fala que, um dia, quando fala, ninguém acredita nele", assumindo que não tem "qualquer problema em concordar com o Governo se ele faz alguma coisa certa". Na sua intervenção, Manuel Ferreira Leite considerou que o país "enfrenta um problema de emergência" de natureza social, relacionado com o desemprego e com o encerramento de pequenas e médias empresas (PME´s).

"As PME´s são empresas que constituem a grande maioria do nosso tecido produtivo, onde está uma grande parte do emprego e estão a passar por situações complexas, dada a sua dificuldade em sobreviver neste mundo competitivo", alertou. Acrescentou que muitas destas empresas "estão a criar situações sociais sérias porque são, às vezes, empresas com poucas pessoas, duas ou três pessoas de família, muitas das vezes não têm segurança social". A social-democrata referiu que "estão a surgir os chamados novos pobres" e admitiu tratar-se de uma situação "que é necessário ter em consideração e que é necessário resolver".

Para Manuela Ferreira Leite, "para novos problemas deve haver novas soluções", indicando que "o Estado tem que intervir nesta matéria de forma pontual e urgente". Quando confrontada por um militante com o trabalho desenvolvido quando foi ministra das Finanças e da Educação, a candidata referiu que a política definida "era exactamente aquela que o país precisava naquele momento". "Os factos têm confirmado que eu tinha razão e, por isso, estou tranquila", disse.

Como se encontrava numa cidade do interior, Manuela Ferreira Leite, reconheceu que "todos os governos têm falhado" nas políticas destinadas ao desenvolvimento das regiões mais desfavorecidas. Apontou que "têm sido tomadas medidas" com o objectivo de combater a desertificação e o desequilíbrio entre o litoral e o interior mas, "ou não foram suficientes ou não têm o efeito pretendido".

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Facil

é muito fácil: basta tirar-lhe o maço de cigarrinhos! É insónia garantida!

silvia santos

23.05.2008 13:43